Caro RIO: Perdi meu querido cachorro, “Truffle”, há nove meses. Ela tinha quase 15 anos. Tive que sacrificá-la porque ela estava doente e sofrendo.
Não consigo descrever a profundidade da dor que estou sentindo. A perda dela foi mais difícil para mim do que qualquer perda humana. Tínhamos um vínculo que palavras não conseguem expressar. Uma trufa encontrou minha alma.
Eu trabalho em casa e passamos todos os dias juntos. Sou grato por ter passado muito mais tempo com ela por causa disso.
Meu marido não entende minha dor e não consegue entender meu amor pelos animais. Ele tentou ser compreensivo, mas agora diz que não pode mais me apoiar porque não adianta me deixar triste desse jeito. Ele disse que a vida deveria acabar ele agora, e minha dor está prejudicando a atenção que deveria receber.
Aprendi a silenciar minha dor na presença dele, e isso parece errado e injusto. Para ser completamente transparente, estou muito mais quebrado do que ele jamais imaginou. Estou recebendo aconselhamento sobre luto que ele não conhece, mantenho diários e estou compilando um livro de memórias para meu precioso cachorrinho Truffle.
Sinto que não posso vencer, porque se ele souber que não estou sendo honesto sobre como me sinto, ele ficará chateado (tudo bem). Mas ele também ficará chateado se souber a profundidade da dor com a qual estou lidando.
Algum conselho sobre como lidar com isso?
— SOFRENDO EM SILÊNCIO
BEM-VINDO querido amigo: Minhas condolências pela perda de seu familiar peludo. Truffle foi seu companheiro e confidente por muito tempo. É compreensível que você sinta falta da companhia dela.
O que você disse sobre seu marido é revelador. É possível que você tenha falado tanto com Truffle que ele ficou com ciúmes, e agora que ela se foi, ele está aliviado porque sua esposa finalmente estará de volta? Se for esse o caso, você pode ter algum trabalho a fazer.
É ótimo que você esteja recebendo aconselhamento sobre luto. Acho que o livro de recordações é uma ótima ideia, se te ajudar no processo e não te atrapalhar.
Neste ponto, não acho que você precise esconder nada do seu marido. Vocês dois poderiam se beneficiar conversando sobre tudo isso com um terapeuta matrimonial e familiar licenciado.
Caro RIO: Um cara de um grupo do Facebook foi rude e desagradável comigo, assim como com outras pessoas. Eu bloqueei e a vida tem sido mais agradável desde então.
Minha esposa se recusa a bloqueá-lo e incentiva um relacionamento no Facebook, trazendo-o de volta à minha vida.
Estou errado em achar que ela deveria me apoiar mais? Eu a apoiaria totalmente se ela estivesse na mesma situação.
– ELA PRECISA DE PAZ NA GEÓRGIA
Querido SIM PAZ: Sua esposa discute com você as postagens desagradáveis dessa pessoa? Se ela fizer isso, diga a ela para parar porque isso te incomoda. Caso contrário, deixe-a fazer suas próprias escolhas de comunicação, porque a decisão é dela e não minha.
Dear Abby foi escrita por Abigail Van Buren, também conhecida como Jeanne Phillips, e foi fundada por sua mãe, Pauline Phillips. Entre em contato com Dear Abby em www.DearAbby.com ou PO Box 69440, Los Angeles, CA 90069.



