Devido à ausência de Lula, Miley vai a Assunção para assinar o acordo do Mercosul com a União Europeia.

ASSUNÇÃO: Eles o procuraram Fernando da Rua você: Maurício Macribem como os vários governos peronistas e kirchneristas. será Javier MileyApós 26 anos de marchas e contramarchas, quem estará presente amanhã para assinar um acordo comercial com a União Europeia, a união mais ambiciosa que o Mercosul conseguiu em sua história instável de mais de três décadas.

Será, no entanto, uma cerimónia um pouco estranha, que terá lugar no auditório do Banco Central do Paraguai, o mesmo onde foi assinado o tratado de fundação do bloco regional em 1991. Luís Inácio Lula da Silvaserá um exemplo tangível da tensão e da dissidência interna no continente durante o tempo da hegemonia Trumpista.

O presidente do Brasil, irritado com o fracasso de uma recente cimeira em Foz de Iguaçu, na qual planeava assinar um tratado com a UE, anunciou que não iria à cidade subtropical, mas rapidamente jogou as suas cartas. Úrsula von der Leyenalém de outros representantes da UE, um dia antes da assinatura.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, no Rio de JaneiroBruna Prado – AP

Sem declarações públicas, o Governo ficou surpreso e indignado por dois motivos: a humilhação de Lula da Silva e a “falta de respeito pelos outros presidentes”, como disse uma fonte oficial, mas também von der Leyen, que, depois de meses de trabalho para chegar a um acordo, concordou com uma reunião “tripartida” com Lula, à qual o presidente da CE finalmente faltou devido a problemas com o seu voo. António Costaque na última sexta-feira, 9, deu seu aval ao acordo, revertendo a rejeição inicial horas antes da cúpula de presidentes em Foz de Iguaçu.

Outra informação em Buenos Aires e Assunção foi o elogio feito ao presidente brasileiro em comunicado anunciando a saída da UE para a capital mundial do carnaval. Lá, a UE reivindicou “O Brasil é um parceiro fundamental da União Europeia em termos de comércio, investimento, clima, multilateralismo, sistema jurídico, democracia e direitos humanos.”

Não foi só lá. sem mencionar o resto do Mercosul, a UE anunciou “A recente presidência brasileira do Mercosul foi crucial para promover as negociações do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, abrindo caminho para a sua assinatura (..) Esta visita oficial fortalecerá esta forte aliança e fortalecerá ainda mais as relações bilaterais”, afirma o comunicado, que transmite alguma ansiedade a von der Leyen ao passar pela capital paraguaia.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, à direita, aperta a mão de seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, antes de sua cúpula bilateral no Palácio do Planalto, segunda-feira, 29 de maio de 2023, no Brasil. (Foto AP/Gustavo Moreno)

O episódio acrescenta mais um tijolo ao muro de discórdia que separa o presidente da Argentina do Brasil. captura de Nicolás Maduro Enquanto Miley apoiava sem hesitação o presidente Trump e ligava Lula ao presidente venezuelano deposto em vídeos oficiais, a brasileira denunciava “interferência nos assuntos internos” dos Estados Unidos.

Dias depois, informou ao Itamaraty que seu país deixaria de vigiar durante esse horário a sede da embaixada argentina em Caracas, que estava abandonada desde agosto de 2024, quando Maduro expulsou diplomatas argentinos do país caribenho. Número na coluna A NAÇÃOLula ficou satisfeito com o acordo como uma “resposta multilateral ao isolacionismo” e contra “a ascensão do extremismo político”, um tiro contra Trump. E também, claro, Miley, que procura liderar um bloco regional de presidentes liberais em oposição aberta ao veterano presidente do Brasil.

Sem Lula na arena e com seu chanceler Mauro Vieira como representante do Brasil (chegará a tempo, admitem no Itamarati), anfitrião Santiago Pena compartilhará a cerimônia de assinatura com Mille e seu homólogo do Uruguai, Juventude de hojeo primeiro confirmou a sua presença assim que se soube que o Conselho Europeu aprovou o pacto.

Os presidentes serão “testemunhas honorárias” do acontecimento, assim como Von der Leyen e Costa (ele chegará a Assunção), enquanto a assinatura, marcada para a tarde, será realizada pelos ministros dos Negócios Estrangeiros do Mercosul e pelo representante da Eslováquia, o representante comercial da UE. Marosh Sefcovic. O novo presidente da Bolívia, Rodrigo Paze seu casal do Panamá, José Raul Mulinodois outros convidados especiais na cerimónia, que verá a união da UE e do Mercosul para formar a maior zona de comércio livre do mundo, embora ainda exija a aprovação do Parlamento Europeu e dos congressos de cada país do Mercosul para entrar oficialmente em vigor.

Após os discursos (cinco minutos para cada presidente, mais Von der Leyen) virá uma foto de família, visivelmente ausente de Lula, que ontem estava todo sorrisos com as autoridades da UE.

Com a participação no Fórum Econômico Mundial de Davos, que começa nesta segunda-feira, e a aparição programada no Festival Jesus Maria, na noite de sexta-feira, o presidente pretende sair de Buenos Aires por volta das 9h de sábado e chegar acompanhado do chanceler logo após o início do evento, às 11h30. Pablo Quirno e uma pequena comitiva, segundo fontes oficiais.

Após uma breve visita ao Hotel Sheraton nesta cidade, Miley chegará para o evento e planeja retornar imediatamente a Buenos Aires, sem agendamento de ida e volta, almoço ou reuniões de imprensa. “Vamos, assine e voltamos.” Anunciaram ao presidente, deixando clara a importância relativa que o governo atribui ao evento, algo obscurecido pela foto inicial do presidente brasileiro e das autoridades da UE.


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