Sexta-feira, 13 de março de 2026 – 11h00 WIB
VIVA – Os Estados Unidos e os aliados ocidentais estão envolvidos num debate acirrado com a Rússia e a China na sessão do Conselho de Segurança da ONU na quinta-feira, 12 de março de 2026, sobre o programa nuclear do Irão. Washington utilizou o fórum para justificar a guerra que lançou contra Teerão nas últimas duas semanas.
Avião-tanque dos EUA abatido durante operação militar no Irã, nega erro do inimigo
Numa reunião do Conselho de Segurança de 15 membros liderado pelos Estados Unidos, dois países com poder de veto, a Rússia e a China, tentaram bloquear as deliberações do comité encarregado de monitorizar e fazer cumprir as sanções da ONU contra o Irão.
No entanto, o esforço falhou depois de 11 países que apoiavam as negociações terem votado contra o resultado, com dois rejeitando-o e dois abstendo-se. O embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, acusou Moscovo e Pequim de tentarem proteger Teerão, obstruindo o trabalho do comité de sanções conhecido como Comité 1737.
![]()
O Irã atacou bases militares israelenses e sedes de agências de segurança
“Todos os Estados-membros da ONU deveriam impor um embargo de armas ao Irão, proibir a transferência e o comércio de tecnologia de mísseis e congelar activos financeiros relevantes”, disse Waltz ao Conselho de Segurança.
Ele acrescentou que são consideradas propostas para reimpor disposições da ONU especificamente destinadas a combater a ameaça dos programas nucleares, de mísseis e de armas convencionais do Irão, incluindo o apoio de Teerão ao terrorismo.
![]()
O primeiro-ministro da Malásia proíbe agências governamentais de abrir o Eid, implicações da guerra entre Irã e EUA
Segundo Waltz, a Rússia e a China não querem um comité de sanções eficaz porque querem proteger o Irão e manter a cooperação de defesa com o país.
Waltz também citou o último relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) que nomeou o Irão como a única nação sem armas nucleares que enriqueceu e armazenou até 60% de urânio. Ele também acusou Teerã de negar à AIEA acesso para inspecionar o arsenal.
Entretanto, o embaixador da Rússia nas Nações Unidas, Vasily Nebenzia, acusou Washington e os seus aliados de espalharem a “histeria” sobre os alegados planos do Irão de adquirir armas nucleares. Segundo ele, estas alegações não foram fundamentadas pelo relatório da AIEA e foram utilizadas para justificar uma acção militar contra o Irão.
“Isto foi feito para iniciar outra ação militar contra Teerã e causar uma grande escalada da situação no Oriente Médio e além”, disse Nebenzia.
Próxima página
O representante da China nas Nações Unidas, Fu Kong, também criticou fortemente Washington. Ele chamou os Estados Unidos de a parte que desencadeou a crise nuclear iraniana ao usar a força militar no meio do processo de negociação diplomática.




