Conhecido como autoritarismo, é o índice de percepção de corrupção para países do Oriente Médio e da África

Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026 – 13h33 WIB

VIVA – O Índice de Perceção da Corrupção (IPC) de 2025 publicado pela Transparency International (TI) destaca um declínio nos esforços anticorrupção em partes do mundo, incluindo países ocidentais, bem como resultados mistos na região do Médio Oriente e Norte de África (MENA). Este último relatório confirma que a corrupção continua a ser um problema grave e profundamente enraizado em muitos países da região.

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No seu comunicado de imprensa, a organização sediada em Berlim afirmou que a maioria dos governos do Médio Oriente e do Norte de África não conseguiram lidar eficazmente com a corrupção no sector público durante o ano passado. Embora alguns países tenham registado ligeiras melhorias, no geral a região ainda está atrás de outras regiões a nível mundial.

O próprio CPI tem sido publicado anualmente desde 1995, avaliando cerca de 180 países e territórios sobre as percepções da corrupção no sector público. O índice utiliza uma escala de 0 a 100, com pontuações mais altas indicando um setor público mais limpo. A avaliação baseia-se na opinião de peritos e executivos empresariais e não no número de casos de corrupção registados.

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Os países do Golfo são novamente os melhores na região MENA. Os Emirados Árabes Unidos (EAU) registraram a pontuação mais alta com 69 pontos, ficando em 21º lugar no mundo e acima de países desenvolvidos como França, Estados Unidos e Coreia do Sul. No entanto, a pontuação ainda está abaixo do limite de 80 pontos, que é geralmente considerado um indicador de uma governação muito limpa.

O Catar e a Arábia Saudita ficaram em 41º e 45º lugar globalmente, com pontuações de 58 e 57 pontos, respectivamente, embora ambos tenham registado um ligeiro declínio em relação ao ano anterior. Omã e Bahrein marcaram 52 e 50 pontos respectivamente, mas caíram três posições em relação ao ano passado.

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A Transparência Internacional lembra-nos que o sucesso das reformas anticorrupção na região depende de um compromisso político a longo prazo. A organização avalia que em países com sistemas não democráticos, as políticas anticorrupção tendem a ser frágeis porque podem mudar facilmente de acordo com as prioridades políticas.

A Jordânia foi um dos países que registou um ligeiro aumento, subindo 50 pontos, ficando em 56.º lugar no mundo.

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No Norte de África, Marrocos subiu duas posições, mas terminou em 91º com 39 pontos. A TI avalia que o estreitamento do espaço civil no país torna difícil aos jornalistas, ONG e denunciantes exporem abusos de poder, abrindo assim oportunidades para o florescimento de práticas corruptas.



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