Quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026 – 14h WIB
Buenos Aires, ao vivo – O nome Lionel Messi é sinônimo de seleção argentina. O capitão da Albiceleste presenteou a Copa América até a Copa do Mundo de 2022. Mas quem diria que a carreira internacional de La Pulga poderia nunca ter acontecido se as recentes regras da Federação Argentina de Futebol ou da AFA tivessem entrado em vigor há muito tempo.
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A notícia chocante vem do The Athletic Report. A AFA está supostamente implementando novos regulamentos que têm o potencial de restringir os jovens jogadores argentinos de seguirem carreiras no exterior antes de assinarem contratos profissionais com clubes locais. O efeito não é insignificante. Os jogadores infratores podem perder a chance de serem convocados para a seleção nacional.
Esta regra imediatamente gerou polêmica. Porque, tecnicamente, Messi está incluído na categoria de jogadores afetados.
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Como é sabido, Messi deixou o seu clube de infância, o Newell’s Old Boys, para ingressar na academia do Barcelona, na Espanha, quando tinha apenas 13 anos. Ele não tinha contrato profissional na Argentina na época. Se esse cenário se concretizar com as novas regras, suas chances de salvar a Albiceleste poderão acabar.
De acordo com reportagem do The Athletic, a política proíbe atletas de futebol de serem convocados para a seleção nacional caso se mudem para o exterior sem primeiro assinar um contrato profissional com um clube nacional.
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A AFA afirmou que esta política está relacionada com a questão jurídica da Pátria Potestas. Esta é uma regra legal na Argentina que dá aos pais o poder de administrar os assuntos e bens dos filhos, incluindo os termos de um contrato de futebol.
Com efeito, esta lei permite que os pais determinem o clube de destino da criança sem a aprovação do clube treinador. Como resultado, os clubes locais muitas vezes recebem apenas compensação sob a forma de taxas de desenvolvimento de jogadores, e não o preço total da transferência.
Para a AFA e os clubes argentinos, esta situação é considerada prejudicial ao desenvolvimento do futebol nacional. Muitos jovens talentos deixam o país demasiado cedo, enquanto os clubes locais ficam privados de um enorme rendimento potencial.
Com o novo regulamento, a federação quer garantir que os clubes nacionais recebam proteção financeira e que os jovens jogadores tenham um percurso profissional claro antes de deixarem a Argentina.
Mas, por outro lado, esta política suscita preocupações. Muitas pessoas acreditam que esta regra pode limitar a liberdade profissional dos jovens jogadores e dificultar os seus sonhos de ganhar oportunidades nos clubes de elite mundiais.
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O caso de Messi é o exemplo mais óbvio. Sem a sua mudança para o Barcelona, o mundo provavelmente nunca teria visto um dos maiores jogadores de todos os tempos.


