Michael Baden, patologista contratado pela família de Jeffrey Epstein para revisar os resultados oficiais de sua autópsia, gerou polêmica ao sugerir que a morte pode ter sido um homicídio.
Em entrevista ao jornal britânico The Telegraph, o médico veterano afirmou que o corpo do falecido financista apresentava mais sinais de morte por estrangulamento do que de suicídio. Epstein morreu em 10 de agosto de 2019 em sua cela na prisão de Manhattan enquanto aguardava julgamento. Sua morte foi oficialmente considerada suicídio.
No entanto, Baden, que esteve presente na autópsia de Epstein, está entre os muitos que consideraram oficialmente a morte de Epstein como suicídio. Em entrevista ao The Telegraph, Baden disse ter visto muitos tipos de ferimentos, como múltiplos pescoços quebrados, que não pareciam ocorrer durante o enforcamento.
Quem é o Dr.
Michael Baden é um patologista forense americano conhecido por seu papel em investigações de alto nível que incluem o caso OJ Simpson, o assassinato de JFK, o caso do tiroteio de Michael Brown e, claro, a morte de Jeffrey Epstein. Ele realizou mais de 20.000 diagnósticos, segundo seu site. Baden apresenta a série Autopsy da HBO e lecionou em instituições como Albert Einstein College of Medicine e John Jay College.
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O que Michael Baden diz sobre a morte de Epstein
Em entrevista ao The Telegraph, Michael Baden afirmou que Epstein tinha fraturas separadas no pescoço: uma na clavícula e duas na glândula tireóide. Baden afirma que essas três fraturas não são observadas em casos de suicídio por enforcamento, e ele nunca testemunhou nenhuma em sua longa carreira.
Ele alegou que os ferimentos eram mais consistentes com homicídio por estrangulamento do que com suicídio por enforcamento. Ele observou que certos fatos sobre o corpo de Epstein poderiam ter sido distorcidos pelo manuseio incorreto do corpo, o que teria criado mais suspeitas.
Uma autópsia oficial foi realizada em Jeffrey Epstein pela Dra. Barbara Sampson, então médica-chefe do Escritório do Examinador Médico Chefe da cidade de Nova York. Seu escritório concluiu que a causa da morte foi suicídio por enforcamento.



