De acordo com as estatísticas divulgadas pelo Corpo de Bombeiros do estado do Brasil nesta quarta-feira, o número de vítimas das fortes chuvas no estado de Minas Gerais, o Brasil chegou a 46 pessoas.
Inundações e deslizamentos de terra deslocaram cerca de 3.600 pessoas nas cidades de Juiz de Fora e Ubá, a 110 quilômetros de distância, e deixaram 21 desaparecidos, acrescentou o corpo de bombeiros.
O morador de Juiz de Fora, Ricardo Dutra, foi consolado por parentes e amigos no funeral de seu filho Bernardo López Dutra, de 11 anos, na quarta-feira, preocupado com a filha e a esposa, ambas hospitalizadas.
“Estou tentando juntar os pedaços”, disse ele.
SENTINDO-SE DESEMPREGADO
À medida que a chuva diminuía na noite de terça-feira, autoridades e voluntários trabalharam para ajudar os moradores que perderam casas e entes queridos na enchente.
A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, pediu às pessoas que vivem em áreas de risco que saiam e busquem ajuda nos abrigos montados pela prefeitura, que ainda estão em estado de calamidade.
Segundo comunicado, o governo federal do Brasil acelerou a assistência humanitária e humanitária à região, enviando agentes de saúde e especialistas em defesa nacional.
Nalwan Luiz, amigo de Bernardo Dutra, disse no funeral: “Por mais que você tente, em algum momento você se sente impotente. Você presencia uma situação como essa – pessoas presas nos escombros – e não consegue fazer mais nada, sua contribuição é limitada”.
Grande parte do Brasil entra no auge da estação chuvosa durante o verão, de dezembro a março, que traz chuvas torrenciais, trovoadas, inundações e deslizamentos de terra.
A Prefeitura de Juiz de Fora afirmou que foi o fevereiro mais chuvoso da história da cidade, com mais que o dobro do esperado para o mês.





