O cineasta Werner Herzog compartilhou a história dos bastidores de seu documentário de 2007, Encontro no Fim do Mundo, que ressurgiu online como um meme de “pinguim solitário” ou “pinguim niilista”.
A tendência centra-se na imagem do pinguim Adélie, que deixa a sua colónia no interior árido da Antártida. O clipe foi amplamente compartilhado nas plataformas de mídia social, com usuários adicionando legendas refletindo temas de alienação, resignação e introspecção. Até a Casa Branca aderiu à tendência e divulgou uma foto do presidente dos EUA, Donald Trump, com um pinguim.
Imagens originais do documentário de Herzog. Nesta cena, um pinguim Adélie solitário é separado de seu grupo e segue para o interior, em vez de permanecer na costa da Antártica, onde os pinguins geralmente vivem em grandes colônias. Com o passar do tempo, o momento ficou conhecido na internet como “pinguim solitário” e os telespectadores demonstram seus sentimentos ao pássaro solitário.
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A história por trás do meme viral do ‘Pinguim Solitário’
À medida que o clipe chama a atenção, Herzog fala sobre como a cena foi filmada e por que soa daquele jeito. “Todo mundo estava falando sobre pinguins, mas as perguntas que eu tinha não foram respondidas facilmente”, disse ele em um vídeo recente, acrescentando que é incrível ver como as imagens filmadas há quase duas décadas ainda capturam a imaginação das pessoas.
Herzog disse que antes de filmar a cena, ele conversou com cientistas que estudam pinguins para discutir comportamentos incomuns, incluindo o que eles descreveram como loucura dos pinguins. Ele também sugeriu seu estilo único de contar histórias, revelando que foi inspirado pelo tom assustador da série policial Unsolved Mysteries.
Ele compartilhou o vídeo com a legenda “A história do meu pinguim solitário”.
Assista ao vídeo abaixo:
Herzog também compartilhou um clipe do documentário, que explica como o misterioso pinguim foi encontrado em Harbor, a cerca de 80 quilômetros de onde deveria estar. Ele observou que as regras para as pessoas na Antártica são claras: não perturbe o pinguim nem o detenha e deixe-o seguir seu caminho.
Segundo ele contou, a ave foi vista penetrando profundamente no interior do continente e percorreu cerca de 5 mil quilômetros, uma jornada que quase terminou em morte.




