O Irã alertou na segunda-feira sobre consequências regionais mais amplas caso seus portos fossem ameaçados, como o início do fechamento planejado de Ormuz pelo presidente dos EUA, Donald Trump, após as 17h30 (horário iraniano).
Um porta-voz da Sede Central de Khatam al-Anbiya disse que a segurança marítima na região deve ser “abrangente”, alertando que qualquer movimento que vise os portos do Irão afetaria os países vizinhos, informou a agência de notícias Mehr.
Ele alertou que se a segurança dos portos iranianos for ameaçada, “nenhum porto no Golfo Pérsico ou no Golfo de Omã estará seguro”.
O último aviso iraniano surge no momento em que os militares dos EUA disseram que avançariam com o bloqueio dos portos e áreas costeiras iranianos a partir de segunda-feira. A decisão seguiu-se a relatos de que o tráfego limitado de navios através do estreito foi retomado após a declaração de um cessar-fogo de duas semanas.
A medida ocorreu depois que a maratona de negociações de cessar-fogo entre Washington e Teerã, no Paquistão, terminou sem briefing.
Bloquear cronograma e capacidade
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) disse que o bloqueio começaria segunda-feira às 10h EDT (17h30 no Irã) e “será aplicado imparcialmente contra navios de todas as nações que entram ou partem dos portos e áreas costeiras iranianos, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã”.
No entanto, o CENTCOM esclareceu que os navios que viajam entre portos não iranianos ainda seriam autorizados a passar pelo estreito, marcando um retrocesso em relação às propostas anteriores de bloquear toda a hidrovia.
O anúncio já provocou uma recuperação crítica no tráfego marítimo através do estreito. Um relatório preliminar da Lloyd’s List Intelligence, citado pela AP, indicou que o tráfego de aeronaves, que foi brevemente retomado após o cessar-fogo, voltou a parar após o encerramento.



