O site da Academia de Língua Hebraica foi desfigurado por hackers ligados ao Irã na quarta-feira, e os usuários foram confrontados com uma mensagem ameaçadora em inglês quando acessaram o site, informou o The Jerusalem Post.
Os hackers iranianos argumentaram que os usuários não terão motivos para continuar aprendendo hebraico porque o idioma não é mais necessário.
“Não há mais necessidade de aprender hebraico. Você não precisará mais disso”, dizia a mensagem, com o logotipo do grupo de hackers Handala, ligado ao Irã, que assumiu a responsabilidade pelo hack.
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Israel foi atingido por ondas de ataques cibernéticos iranianos
O incidente seguiu-se a um ataque cibernético significativo que fazia parte de um esforço digital relacionado com o conflito regional e procurava perturbar o funcionamento de vários websites e serviços financeiros em Israel.
De acordo com um estudo da empresa de cibersegurança Imperva, que parecia sobrecarregar os servidores e reduzir a capacidade de atendimento ao cliente, cerca de 1,2 milhões de pedidos por segundo foram direcionados para sites israelitas.
O principal alvo desta onda de ataques foi a indústria de serviços financeiros, visando websites e sistemas online associados a bancos e outras instituições financeiras.
Além disso, um vídeo de propaganda divulgado por Khandala tornou-se viral, apresentando o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett ao lado do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, conforme relatado pelas redes sociais árabes.
De acordo com o The Jerusalem Post, após a invasão de telefones pertencentes a Naftali Bennett e ao chefe do PMO, Tzachi Braverman, o grupo de hackers iraniano continuou a ter como alvo figuras públicas em Israel.
Cerca de dois meses atrás, Khandala anunciou em sua conta X que havia hackeado com sucesso o telefone do ex-ministro da Justiça Ayelet Shaked e compartilhou o que disseram serem fotos e vídeos pessoais do dispositivo comprometido do ex-ministro.





