A Administração Federal de Aviação alertou na sexta-feira que as companhias aéreas devem ter cautela ao sobrevoar a América Central e partes da América do Sul, citando os riscos de possível atividade militar e interferência de GPS.
A FAA teria emitido um alerta às companhias aéreas que sobrevoam o México e outros países da América Central, bem como o Equador, a Colômbia e partes do espaço aéreo no leste do Pacífico. A Reuters, citando a agência, informa que os alertas começaram na sexta-feira e continuarão por 60 dias.
O alerta surge em meio ao aumento das tensões entre os Estados Unidos e os líderes regionais, depois que a administração Trump anunciou um grande aumento militar no sul do Caribe. Os EUA também invadiram a Venezuela e capturaram o presidente do país, Nicolás Maduro, numa operação militar.
Na semana passada, Trump disse que os cartéis controlavam o México e sugeriu que os EUA poderiam atacar alvos no terreno para combatê-los, numa de uma série de ameaças para mobilizar forças militares dos EUA contra os cartéis de drogas.
Após o ataque à Venezuela, a FAA restringiu voos em todo o Caribe, causando o cancelamento de centenas de voos das principais companhias aéreas.
No mês passado, um jato de passageiros JetBlue (JBLU.O) com destino a Nova York tomou medidas evasivas para evitar uma colisão aérea com um avião-tanque da Força Aérea dos EUA perto da Venezuela, disse o relatório. O voo JetBlue 1112 decolou de Curaçao, país caribenho, e estava a cerca de 64 km da costa da Venezuela.
Entretanto, num incidente separado, um avião que transportava 231 migrantes venezuelanos deportados da cidade americana de Phoenix chegou a casa na sexta-feira. A transferência ocorreu poucos dias após a prisão de Maduro.
O transporte marítimo tem sido repetidamente interrompido à medida que as tensões aumentam depois que as forças militares dos EUA lançaram uma série de ataques mortais a barcos suspeitos de tráfico de drogas em águas internacionais nas Caraíbas e no Pacífico.
(Com informações da Reuters)




