PORTO PRÍNCIPE, Haiti – As famílias de dois jornalistas haitianos que foram supostamente sequestrados na semana passada apelaram na segunda-feira por informações sobre eles, com muitos temendo que uma gangue os matasse.
De acordo com a Rádio Uni FM, Celestine Young da Rádio Megastar e Osnel Esperance da Rádio Uni FM estavam fazendo reportagens no centro de Porto Príncipe na sexta-feira quando foram presos.
A região é em grande parte controlada por uma poderosa coligação de um grupo chamado Viv Ansanm, que os Estados Unidos designaram como organização terrorista estrangeira. As gangues controlam cerca de 90% da capital do Haiti, bem como áreas de terra na região central do país.
Rosemany Ernest, esposa de Esperance, disse aos repórteres que não tinha notícias dele desde sexta-feira.
“Peço que se ele estiver morto, não esconda isso de mim”, disse ela e chorou. “Se ele estiver vivo, me avise.”
Ele instou o governo a agir.
“Há muitas vítimas”, disse ele sobre a violência das gangues. “É hora de isso acabar.”
Ele também deixou uma mensagem para Viv Ansanm: “Estou pedindo graça. Por favor, deixe-o ir.”
Jocelyn Perez, CEO da Rádio Uni FM, juntou-se às famílias em uma transmissão na segunda-feira, pedindo informações sobre os repórteres.
“Precisamos saber que você está vivo”, disse ele. “Se eles estão vivos, o que devemos fazer?”
Peres também apelou à ajuda das organizações internacionais de direitos humanos, acrescentando: “Os jornalistas não são activistas em conflitos, mas mensageiros que servem o povo”.
Pelo menos 9 jornalistas foram mortos no Haiti em 2022, o ano mais mortal para o jornalismo haitiano na história recente.
Esta matéria foi criada a partir do feed automático da agência de notícias sem nenhuma alteração no texto.




