As autoridades federais dizem que Alex Pretty estava armado quando foi morto por agentes da Patrulha de Fronteira em Minneapolis, mas imagens de vídeo, testemunhas e declarações de sua família lançam dúvidas sobre essa afirmação.
Pretty, uma cidadã e enfermeira norte-americana de 37 anos, foi morta no sábado durante o que as autoridades disseram ser uma operação de imigração “direcionada” no sul de Minneapolis. O incidente gerou protestos e intensificou o escrutínio dos agentes federais que operam na cidade.
Relatório de tiroteio federal
O Departamento de Segurança Interna (DHS) disse que os agentes atiraram em legítima defesa depois que Pretty os abordou com uma arma e resistiu às tentativas de desarmá-lo.
O comandante da patrulha de fronteira, Greg Bovino, disse que Pretty carregava uma arma de fogo “semiautomática de 9 mm” no momento do encontro, informou a BBC News. Ele não disse se a arma estava apontada para os policiais, mas disse que Pretty “resistiu violentamente”, levando um agente a disparar o que descreveu como “tiros defensivos”.
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O que os vídeos mostram
Vários vídeos feitos por transeuntes mostram Pretty filmando agentes federais com seu telefone pouco antes do tiroteio. Na filmagem, analisada pela BBC, Pretty intervém durante uma discussão acalorada entre os agentes e pelo menos uma mulher. O agente então borrifa uma substância no rosto de Pretty.
Momentos depois, Pretty é vista levantando uma mão enquanto aparentemente segura um telefone na outra.
Não há armas de fogo nas filmagens.
Ele é então forçado a cair no chão por vários agentes. Alguns segundos depois, eclodiram tiros e cerca de 10 tiros foram disparados.
Uma foto da arma foi divulgada pelo DHS
Após o tiroteio, o DHS postou a foto de uma arma 9 mm no banco de um carro e disse que pertencia a Pretty. A agência também alegou que ele tinha dois carregadores de munição e nenhuma identificação.
Bovino sugeriu mais tarde que a situação é semelhante àquela em que uma pessoa pretende causar danos públicos às autoridades policiais, embora nenhuma prova tenha sido apresentada publicamente.
A polícia e as autoridades locais respondem
O chefe da polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, disse que Pretty é proprietária legal de armas e tem licença para porte. Ele acrescentou que os desentendimentos anteriores de Pretty com a polícia se limitaram a violações de estacionamento.
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O’Hara também disse que o DHS não compartilhou detalhes sobre o tiroteio com a polícia local.
O governador de Minnesota, Tim Walz, criticou o relatório federal, dizendo que as evidências do vídeo contradizem as afirmações do DHS.
Reivindicações formais de disputas familiares
Os pais de Pretty disseram que o filho segurava um telefone, não uma arma, e tentava proteger a mulher do spray.
Num comunicado citado pela BBC, pediram às autoridades que “revelem a verdade sobre o incidente”.
Ainda não está claro quando e como a arma de fogo foi identificada pelo DHS enquanto a investigação continua.





