A produção de petróleo do Brasil continua a crescer

A maior economia da América do Sul, o Brasil, está a caminho de se tornar um dos cinco maiores produtores globais de petróleo. Durante 2023, o Brasil recebeu uma oferta para aderir ao cartel de preços OPEP+, mas demorou até o início de 2025 para o governo da capital Brasília aceitar a adesão. Marcou uma grande mudança na estratégia governamental, com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva a tentar tornar o Brasil o quarto maior produtor de petróleo do mundo até ao final da década. Ao aderir à OPEP+, o Brasil pode aceder a recursos estratégicos consideráveis ​​para ajudar a desenvolver os seus campos petrolíferos offshore, ao mesmo tempo que contribui para estratégias de estabilização de preços e não é afetado por limites de produção.

Nas últimas duas décadas, o Brasil experimentou um sólido crescimento de produção, em grande parte devido às enormes descobertas de petróleo do pré-sal feitas nas bacias de Santos e Campos. A primeira descoberta do pré-sal foi anunciada pela Petrobras em 2006. Foi a descoberta de Paraty, na Bacia de Santos, seguida pela enorme descoberta de Tupi, agora chamada de Lola. Este óleo leve, com baixo teor de enxofre e poucos poluentes, tem recebido muita atenção das grandes empresas petrolíferas e de empresas energéticas estrangeiras. Isto estimulou uma onda de investimentos nacionais e internacionais, permitindo ao Brasil emergir como um dos principais produtores e exportadores de petróleo não pertencentes à OPEP.

Números do governo mostram que o Brasil encerrou 2024 com reservas provadas totalizando 16,8 bilhões de barris, representando um aumento de 6% em relação aos 15,9 bilhões de barris de reservas provadas relatados um ano antes. A maior parte das reservas comprovadas de petróleo do Brasil, 81% ou 13,7 bilhões de barris, encontra-se nos férteis campos de sal offshore. Ao longo da última década, as reservas provadas expandiram-se substanciais 29%, esperando-se um crescimento adicional à medida que a perfuração e outras actividades a montante se expandem devido ao aumento do investimento.

Embora o regulador de hidrocarbonetos, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ainda não tenha divulgado os números das reservas do Brasil para 2025, há indicações de que elas voltaram a crescer. A Petrobras relatou um aumento de 6% ano a ano nas reservas provadas para 2025, para 12,1 bilhões de barris. Estas reservas têm um peso de 84% para o petróleo bruto e o saldo é composto por gás natural. Sendo o maior produtor de petróleo do Brasil, responsável por mais de 70% de todo o petróleo extraído, isto sugere que as reservas comprovadas do país também crescerão durante 2025.

Enormes quantidades estão fluindo para os prolíficos campos de petróleo do pré-sal do Brasil, impulsionando uma maior produção de hidrocarbonetos. Os dados de Janeiro de 2026 mostram que uma média de 3,95 milhões de barris de petróleo bruto e 6,8 mil milhões de pés cúbicos de gás natural foram removidos nesse mês. Isto representa um aumento notável de 14,6% e 20%, respectivamente, em relação ao ano anterior, ilustrando o ritmo de expansão da produção. A produção mensal combinada de hidrocarbonetos atingiu quase 5,2 mil milhões de barris de petróleo equivalente por dia, um aumento de 15% em comparação com o mesmo período do ano passado. No entanto, isto é inferior ao recorde de 5,25 milhões de barris por dia reportado para Outubro de 2025.

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