A Agência Internacional de Energia reduziu a sua previsão para o aumento da oferta de petróleo um dia depois de divulgar um histórico histórico de reservas de emergência, num momento em que a guerra no Médio Oriente atravessa uma das rotas de trânsito de petróleo mais importantes do mundo.
Um vendedor de gasolina retira gasolina de caminhões-tanque iranianos para venda perto da passagem de fronteira de Boshmag.
A organização com sede em Paris, um grupo de nações ocidentais e seus aliados, espera agora que a oferta aumente para 1,1 milhões de barris este ano, uma queda acentuada em relação aos 2,4 milhões de barris por dia. Espera-se que todo o crescimento da oferta venha de fora da aliança OPEP+, uma vez que o conflito obriga os principais produtores do Golfo a reduzir a produção.
Em Março, a oferta deverá cair 8 milhões de barris por dia, para 98,8 milhões de barris por dia, o nível mais baixo desde o primeiro trimestre de 2022.
“A guerra no Médio Oriente causará a maior perturbação no abastecimento da história do mercado petrolífero global”, afirmou a AIE no seu relatório mensal divulgado na quinta-feira.
O Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para cerca de um quinto do petróleo mundial, continua efectivamente fechado, e o Irão tem como alvo navios de carga e atingido infra-estruturas energéticas críticas na região. Os principais produtores, incluindo o Kuwait e o Iraque, começaram a reduzir a produção, enquanto a Arábia Saudita está a transferir os envios para canais alternativos.
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