“Se durar mais de seis meses, teremos impactos reais. Todas as economias do mundo sofrerão”, disse o CEO Patrick Pouyanne numa entrevista à estatal chinesa CGTN.
O encerramento efectivo do Estreito de Ormuz pelo Irão, em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, reduziu gravemente o abastecimento mundial de petróleo e ameaçou os governos com o aumento da inflação e um menor crescimento económico.
Pouyanne observou que, em tempos de paz, cerca de 20% da produção mundial de petróleo passava pelo estreito, mas “com o que está estagnado hoje, temos 10 milhões de barris de petróleo por dia que não conseguiram sair do golfo”.
“Não conseguimos encontrar petróleo em nenhum outro lugar do planeta”, disse o chefe de energia numa entrevista no Fórum de Desenvolvimento da China, em Pequim.
“Se este conflito durar três a quatro meses, vamos engoli-lo. Hoje conseguimos amortizar este choque porque temos reservas”, afirmou.
No entanto, alertou que o conflito, que já dura mais de seis meses, será um golpe para a economia global.
“É por isso que espero que encontremos soluções para esta guerra em breve”, disse ele.




