O Congresso já havia alegado que o Formulário-7 foi enviado em massa e os nomes dos residentes permanentes do estado foram removidos da lista de eleitores. O Formulário-7 é usado para levantar objeções à inclusão do nome nos cadernos eleitorais ou à exclusão do próprio nome ou do nome de outra pessoa.
A situação ultrapassou os lapsos administrativos e assumiu as dimensões de uma crise constitucional, escreveu Saikia numa carta de 28 de Janeiro divulgada aos meios de comunicação social. Alegou que o direito de voto ao abrigo do artigo 326.º da Constituição foi sistematicamente minado através de interferência executiva, motivos comunitários e abuso do devido processo.
Segundo ele, as repetidas conferências de imprensa e declarações públicas do ministro-chefe Himanta Biswa Sharma indicam que os avisos ao abrigo do SR estão a ser emitidos com a intenção de “stressar” os “Miya” ou a população muçulmana de origem bengali – para “estressá-los”, “fazê-los sofrer” e mostrar “resistência” em Assam.
Alegou que o Ministro-Chefe tinha declarado publicamente que o governo os estava a assediar e que tais notificações, despejos e ações da Polícia de Fronteiras faziam parte de uma decisão política deliberada e contínua. De acordo com Saikia, estas declarações são uma admissão aberta de que o RS e a utilização do Formulário-7 não foram utilizados para os seus fins legais, mas como uma ferramenta para intimidar, assediar e atingir uma comunidade específica de privação de direitos.





