O processo judicial pela morte de Lisette Marzano continua a gerar declarações importantes. Desta vez, a defesa legal de Adrian Villar fixou o eixo do debate em um ponto específico: o reconhecimento da responsabilidade criminal do próprio acusado pelo ataque.
O advogado Cesar Nakazaki disse que o debate não é sobre inocência, mas sobre a punição que deveria ser imposta legalmente.
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Adrian Villar aceita responsabilidade criminal segundo sua defesa
Durante o podcast, “Sempre às 20h”, Nakazaki disse que Villar era “culpado” e “uma penalidade apropriada deveria ser aplicada”.
Conforme explicou, assumiu a defesa depois que o réu e sua família aceitaram os fatos. “Ele sabe que será condenado e o que está fazendo é se defender para se preparar para a punição apropriada”, declarou.
O advogado reiterou que não estava tentando exonerar seu cliente. “Ele é culpado e deveria ser punido de acordo, porque Adrian aceitou, sua família aceitou e eu assumi a defesa”, disse ele.
Afirmou ainda que Villar se confessou culpado de homicídio culposo, abandono de vítima e fuga após acidente de carro.
“Garanto à família Marzano que quando lerem a sentença que sem dúvida será imposta, será o que diz a lei”, afirmou.
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O argumento do sono e da condição médica
Um dos pontos centrais da defesa diz respeito à condição física de Villar antes do ataque. Nakazaki indicou que o jovem adormeceu ao volante durante “alguns segundos”.
“Ele veio com febre e diarreia há dias. Ele entra na clínica San Felipe, eles tratam, tem diagnóstico, tem tratamento”, disse. Acrescentou que a sua irmã mais nova também passava por um quadro semelhante e que o jovem estava “doente há alguns dias”.
O advogado afirmou que foi internado na clínica após o acidente. Ele também mencionou que foram feitos exames para descartar consumo de álcool ou drogas. “Há uma dosagem de etil, há um teste toxicológico”, disse ele.
Sobre o momento do choque, ele disse: “Ele dorme alguns segundos, sente que há um choque. Ele sai assustado e por isso diz: ‘Não entendo muito bem o que aconteceu’.
Fuga após perigo e explicação do medo
A falta de assistência imediata é um dos aspectos mais questionáveis do caso. Nakazaki concordou que era apropriado que o motorista parasse.
“Era seu dever moral e ético”, declarou. No entanto, ele disse que o medo foi o motivo da fuga. “Apesar do medo, tem gente que fica e ajuda todo mundo, e tem gente que foge por medo”, disse.
Segundo sua versão, Villar posteriormente voltou ao local porque claramente não entendia o que havia acontecido. “Ele não entende completamente o que aconteceu e é por isso que vai voltar ao evento”, disse ele.
O advogado indicou que a família interveio posteriormente e a mãe do jovem disse numa mensagem: “Temos que aceitar a verdade”.
Nakazaki explicou que procuraram aconselhamento jurídico no início da manhã. Destacou que Montenegro, advogado e pai do então companheiro de Villarin, embora não seja perito criminal, deu os primeiros conselhos e orientou a família no processo através dos meios legais.
Testemunho de Francesca Montenegro
Francesca Montenegro, ex-companheira de Villar, também citou a versão do sonho no programa “Sin Rodeos”.
“Ele me conta que sofreu um acidente, que fugiu, sobre uma scooter, sobre uma árvore, que adormeceu, que piscou”, disse.
Montenegro disse que não estava presente no momento do acidente. “Não entrei no carro. Não presenciei o ato. Não sei da situação mesmo depois do expediente”, disse ele.
O Ministério Público avaliará as responsabilidades neste processo
As declarações do advogado e do ex-companheiro concordam com a afirmação do motorista de que ele perdeu o controle após adormecer.
O caso prossegue o seu desenvolvimento dentro do quadro jurídico atual, enquanto as partes apresentam as suas posições às autoridades judiciais.






