Juntas, estas regiões representam 21,1% do PIB global e 23,4% da população mundial. A análise do instituto mostra que esta integração mais profunda deverá não só impulsionar o comércio bilateral, mas também aumentar os rendimentos reais em 0,12 a 0,13 por cento do PIB em ambos os lados, limitando ao mesmo tempo a dependência de mercados de risco.
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O comércio entre a UE e a Índia cresceu quase 90% nos últimos dez anos. As exportações da UE atingiram 48,8 mil milhões de euros em 2024. No entanto, as tarifas indianas são elevadas, algumas chegando a 150 por cento. Continua a dificultar a entrada das empresas europeias no mercado. Atualmente, cerca de 6.000 empresas da UE já operam na Índia.
“A Índia é um dos principais mercados que mais cresce no mundo, mas continua altamente protegido”, afirma Julian Hinz, diretor de investigação do Instituto Kiel para a Economia Mundial. “Um acordo comercial abrangente entre a UE e a Índia abriria partes significativas da economia, fortaleceria as cadeias de abastecimento e reduziria o risco de choques geopolíticos.”
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Simulações de modelos indicam que o acordo poderá aumentar as exportações indianas para a UE em 41% e as exportações da UE para a Índia em 65%. Isto geraria um ganho anual de receitas de aproximadamente 22 mil milhões de euros (26,3 mil milhões de dólares) para a UE e 4,2 mil milhões de euros (4,73 mil milhões de dólares) para a Índia. Os maiores ganhos são esperados em setores como serviços de TI, têxteis, produtos químicos, maquinaria e processamento alimentar. O momento do acordo é importante, uma vez que a Índia enfrenta atualmente tarifas mais elevadas dos EUA, de até 50 por cento, introduzidas em 2025. Estas ações dos EUA fizeram com que os volumes comerciais diminuíssem. Os especialistas acreditam que o novo acordo UE-Índia ajudará a proporcionar estabilidade neste momento de tensões comerciais globais.
“Neste contexto, o acordo UE-Índia funcionará como um estabilizador”, afirma Vasundhara Thakur, investigador do Instituto Kiel. “Proporciona um mecanismo de segurança contra a turbulência do comércio global e fornece um forte sinal de que a cooperação comercial baseada em regras ainda funciona.”


