Nestlé, PepsiCo, Unilever, Coca-Cola, Danone, Mondelez, Kraft Heinz Imposto sobre alimentos ultraprocessados ​​em breve? Especialistas emitem um alerta surpreendente

Os investigadores apelaram a um imposto sobre os alimentos ultraprocessados, citando o crescente consumo global destes produtos como uma grande ameaça à saúde. Cientistas, incluindo um professor brasileiro que cunhou o termo com colegas há cerca de 15 anos, argumentam que os AUP, ou alimentos ultraprocessados, são agora mais comuns em todo o mundo e estão associados à degradação da qualidade dos alimentos e a uma série de doenças, desde a obesidade ao cancro. Oito produtores de UPF – Nestlé, PepsiCo, Unilever, Coca-Cola, Danone, Fomento Economico Mexicano, Mondelez e Kraft Heinz – serão responsáveis ​​por 42% dos 1,5 biliões de dólares do sector em activos de 2021.

Os autores apelaram aos países para que introduzissem advertências nos rótulos das embalagens, regulamentassem o marketing – especialmente a publicidade dirigida às crianças – tributassem certos AUP e tornassem os alimentos frescos mais acessíveis às famílias de baixos rendimentos.

Pesquisa de alimentos ultraprocessados

UPFs são uma categoria de alimentos e bebidas fabricados usando técnicas de processamento, aditivos e ingredientes industriais. Os exemplos incluem refrigerantes carbonatados ou macarrão instantâneo.

Embora o termo UPF tenha sido amplamente utilizado nos últimos anos, alguns cientistas e a indústria alimentar argumentam que é demasiado simplista e a luta tornou-se cada vez mais politizada.

Os autores reconhecem as críticas à série Lancet, dizendo que são necessárias mais evidências, especialmente sobre por que e como os AUPs causam problemas de saúde, bem como sobre produtos com diferentes valores nutricionais dentro da classe AUP. Mas dizem que o sinal para os governos agirem já é forte.

Numa revisão sistemática de 104 estudos de longo prazo realizados para a série, 92 relataram aumento do risco de uma ou mais doenças crónicas associadas a dietas UPF e associações significativas para 12 condições de saúde, incluindo diabetes tipo 2, obesidade e depressão.

Existem UPFs saudáveis?

Os pesquisadores disseram que acolhem “críticas científicas válidas” ao sistema de classificação Nova desenvolvido pelo epidemiologista brasileiro Carlos Montero, principal autor do primeiro estudo, informou a AFP.

O sistema Nova, que divide os alimentos em quatro categorias, dos menos processados ​​aos mais processados, tem sido alvo de escrutínio por não ter em conta nutrientes conhecidos por não serem saudáveis, como a gordura, o sal e o açúcar.

Isto significa que os alimentos tradicionalmente considerados saudáveis ​​– produtos de carne falsificados, leites vegetais, certos pães e vegetais enlatados – podem ser considerados ultraprocessados.

Os investigadores reconheceram o importante papel desempenhado pela gordura, pelo sal e pelo açúcar e apelaram a pesquisas futuras para isolar o efeito do ultraprocessamento em alimentos como o iogurte natural e aromatizado.

Quase todas as pesquisas existentes da UPF revisadas pela equipe foram observacionais, o que significa que não é possível estabelecer diretamente causa e efeito. O mecanismo exato pelo qual os AUP causam tantos problemas de saúde também não é claro.

Os AUP contêm uma densidade calórica mais elevada do que os alimentos frescos, combinando fatores como gordura e açúcar para causar excessos, que podem ser consumidos mais rapidamente porque são insossos ou contêm aditivos prejudiciais.

Perguntas frequentes

Q1. Qual é a forma completa dos UPFs?

A1. Alimentos ultraprocessados ​​são a forma perfeita de AUPs.

Q2. Quais são os principais fabricantes de UPF?

A2. Oito produtores de UPF – Nestlé, PepsiCo, Unilever, Coca-Cola, Danone, Fomento Economico Mexicano, Mondelez e Kraft Heinz – serão responsáveis ​​por 42% dos 1,5 biliões de dólares do sector em activos de 2021.

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