A COP30 terminará na noite de sexta-feira, depois que um incêndio dramático no local em Belém encerrou prematuramente os procedimentos de quinta-feira.
O diplomata brasileiro André Correa do Lago, líder da cúpula, tem estado sob pressão dos quase 200 países que se reuniram na cidade amazônica desde a semana passada para elaborar um texto que pudesse chegar a um consenso sob as regras da cúpula.
Seu último rascunho, visto pela AFP na quinta-feira, não fazia menção aos combustíveis fósseis – apesar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva defender a ideia como uma iniciativa emblemática desde o início da cúpula.
“Não podemos apoiar um resultado que não inclua um roteiro para implementar uma transição justa, ordenada e equitativa para longe dos combustíveis fósseis”, afirma a carta enviada à AFP por signatários da Europa, América Latina, Ásia e nações insulares do Pacífico.
França e Bélgica confirmaram as suas assinaturas. “Devemos ser honestos: na sua forma actual, esta proposta não cumpre as condições mínimas necessárias para um resultado credível da COP”, afirmaram na carta. O ímpeto para a eliminação progressiva do petróleo, do carvão e do gás, em grande parte responsáveis pelo aquecimento global, recuperou-se novamente em Belém no momento em que a questão surgiu.
Mas, de acordo com um negociador que preferiu permanecer anónimo, a China, a Índia, a Arábia Saudita, a Nigéria e a Rússia rejeitaram-na liminarmente.




