Imran Khan criticou as políticas do chefe do Exército Asim Munir e o medo da prisão

O ex-primeiro-ministro do Paquistão e líder do Paquistão Tehreek-e-Insaf (PTI) Imran Khan criticou as políticas do Marechal de Campo General Asim Munir como desastrosas para o país. Num post recente na plataforma de microblogging X, Khan expressou a sua profunda preocupação com o crescimento da militância, atribuído à liderança de Munir. Ele opinou que o general estava priorizando o apaziguamento das potências ocidentais em detrimento dos interesses nacionais do Paquistão e estava deliberadamente aumentando as tensões com o vizinho Afeganistão para aumentar sua imagem internacional como um chamado “Mujahid”.

Seguindo a permissão especial do governo liderado por Shehbaz Sharif, os comentários de sua irmã, Dra. Khan, vieram logo após a rara visita de Usma Khan. Durante a sua visita, Uzma levantou preocupações sobre o bem-estar do seu irmão, indicando que teme pela segurança de Imran Khan enquanto estiver encarcerado. Relatórios da PTI indicam que Khan está detido em confinamento solitário, sem instalações básicas como electricidade, luz solar e alimentação e água adequadas, levantando preocupações sobre a sua saúde e as condições na prisão.

Nas suas observações, Khan também abordou a sua oposição histórica aos ataques de drones e às operações militares contra civis afegãos, alertando que tais medidas apenas exacerbariam a militância na região. Ele descreveu o General Muneer como um “homem mentalmente instável” e afirmou que a situação atual reflete falhas morais que minaram a constituição e o Estado de direito no Paquistão.

Khan também afirmou que o Chefe do Exército e o Diretor Geral de Inteligência Interserviços (ISI) serão responsabilizados se algo acontecer com ele enquanto estiver na prisão. Ele comentou que a sua situação atual é semelhante à de um prisioneiro no corredor da morte, destacando a dura realidade que enfrenta atrás das grades. A situação sublinha uma profunda crise política no Paquistão, particularmente a influência das crises militares e jurídicas que rodeiam as figuras políticas.

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