A missão Artemis 2 é um marco importante no ambicioso esforço da NASA para devolver os humanos ao espaço profundo e, eventualmente, estabelecer uma presença permanente na Lua. Embora apenas quatro astronautas façam fisicamente a viagem, milhões irão acompanhá-los, armazenados digitalmente dentro da cápsula Orion enquanto ela orbita o vizinho celestial mais próximo da Terra.
O público está convidado a fazer parte da história da Artemis
A NASA abriu um portal dedicado convidando as pessoas a “enviar seu nome ao redor da lua”. Os participantes são solicitados a inserir seu nome e gerar um PIN pessoal, após o qual é gerado um cartão de embarque virtual. O passe inclui detalhes da missão e um código QR vinculado ao Programa de Convidados Virtuais da NASA, que permite aos usuários receber atualizações e informações dos bastidores relacionadas à missão Artemis da NASA.
De acordo com um relatório do USA Today, todos os nomes enviados serão armazenados em um cartão SD colocado dentro do Orion durante a missão. Com mais de 1,5 milhão de pessoas já inscritas, a NASA disse que o interesse era esmagador, refletindo um fascínio global pelo retorno da humanidade à exploração lunar.
Por que a Lua é importante para a NASA
O programa Artemis representa a campanha lunar mais abrangente da NASA desde o fim da era Apollo em 1972. Ao contrário do Apollo, que se concentrava em pousos curtos, o Artemis foi projetado com objetivos de longo prazo em mente. Através de uma série de missões, a NASA pretende estabelecer uma presença humana contínua na Lua, especialmente perto do seu Pólo Sul.
Os cientistas acreditam que a região possui reservas significativas de água gelada, que pode ser transformada em água potável, oxigênio respirável e combustível para foguetes. Tais capacidades poderiam reduzir a dependência de suprimentos baseados na Terra e tornar as missões no espaço profundo mais viáveis. No longo prazo, espera-se que a Lua sirva como local de testes e plataforma de lançamento para as primeiras missões tripuladas a Marte.
O que Artemis 2 fará ou não
Ao contrário das futuras missões Artemis, a Artemis 2 não tentará pousar na Lua. Em vez disso, o foco será no teste de sistemas críticos necessários para voos espaciais tripulados de longa duração. Lançado no topo de um foguete pelo poderoso Sistema de Lançamento Espacial da NASA, o Orion levará sua tripulação e tripulação em uma viagem de aproximadamente 10 dias ao redor da Lua e de volta à Terra.
Durante o sobrevôo, espera-se que a espaçonave viaje cerca de 7.500 quilômetros do outro lado da Lua, empurrando-a mais longe no espaço do que qualquer missão humana anterior. Os dados recolhidos são essenciais para refinar os sistemas de suporte à vida, navegação, comunicação e procedimentos de reentrada antes de missões mais complexas.
A missão segue a Artemis 1, que foi lançada em novembro de 2022 e enviou com sucesso a Orion para a órbita lunar não tripulada, validando o desempenho da sonda no espaço profundo.
Conheça a tripulação do Artemis 2
Artemis 2 reúne experiência da tripulação e inovações históricas. Os astronautas da NASA Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch serão acompanhados pelo astronauta da Agência Espacial Canadense Jeremy Hansen.
Koch e Glover deverão se tornar a primeira mulher e a primeira afro-americana designada para uma missão lunar da NASA, respectivamente. Outro marco foi a inclusão de Hansen, tornando-se o primeiro astronauta canadense a caminhar perto da Lua. Juntas, a tripulação simboliza a natureza internacional e inclusiva da missão Artemis da NASA.
Uma jornada simbólica para milhões
Embora enviar um nome à Lua seja um grande ritual, funcionários da NASA dizem que a iniciativa é uma questão de inspiração e conexão. Ao convidar o público a participar, a agência espera despertar o interesse pela ciência, pela exploração e pelo futuro dos voos espaciais tripulados.
Enquanto a Artemis 2 se prepara para o lançamento, milhões de nomes de esperança, curiosidade e ambição acompanharão silenciosamente os astronautas no seu percurso histórico em torno da Lua, reafirmando que a próxima era da exploração lunar não pertence a poucos, mas ao mundo.





