A violência contra o setor de transportes volta a alarmar Lima. Após o assassinato de um de seus motoristas, Raul Amilcar Marcano Rodríguez, ocorrido na noite de 14 de fevereiro no bairro de San Martín de Porres, o grupo empresarial “El Rapido” planeja realizar uma marcha com toda a sua frota nesta segunda-feira, 16 de fevereiro.
Atualmente, conforme confirmado por um representante do La Repubblica, a empresa decidiu congelar as suas operações. A ação ocorre em meio a ataques crescentes a transportadores na capital.
O que aconteceu com o motorista do “El Rapido” em San Martín de Porres?
O crime ocorreu na altura das avenidas Proceres e José Granda, no bairro San Martín de Porres.
Segundo testemunhas oculares, o ônibus foi parado por dois homens em uma motocicleta. Um deles saiu e atirou no motorista. Após os disparos, o motorista perdeu o controle do aparelho e ele saiu da pista.
O assassinato de Raúl Marcano provocou indignação no sindicato, que condenou a falta de medidas eficazes para prevenir saques e ataques armados contra trabalhadores dos transportes públicos.
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Por que as transportadoras estão avaliando uma medida radical?
Do sector dos transportes afirmam estar “fartos” da insegurança e da falta de resultados. O dirigente dos Transportes Unidos de Lima Este disse à Exitosa que o sindicato tomaria medidas decisivas.
“Pedimos-lhes que tomassem medidas radicais e eles não o fizeram. Agora estamos em coordenação com todos os líderes da Con e estamos cansados de coordenar com o governo. Como estratégia, não vamos dizer (medidas específicas), mas vamos dar um passo radical. Pontos de entrada estratégicos na capital.
Entre as críticas feitas ao executivo, ela destaca:
- Venda indiscriminada de chips telefônicos.
- Falta de controle nas motocicletas.
- Descumprimento da disposição que proíbe duas pessoas de circularem na mesma motocicleta.
Para os líderes, estes factores facilitam as actividades de grupos criminosos sujeitos a extorsão e assassinatos por encomenda.
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Haverá marcha ou engarrafamento em Lima?
O grupo empresarial “El Rápido” estuda mobilizar toda a sua frota em protesto neste dia 16 de fevereiro. Embora o tipo de ação não tenha sido oficialmente confirmado, não está descartada uma greve em grande escala ou bloqueio de pontos estratégicos da capital.
A interrupção já afeta os usuários que dependem do serviço para se deslocar a diversos bairros de Lima Norte.
Quais são os últimos assassinatos de motoristas em Lima?
O caso de Raul Marcano não é isolado. Até agora, neste mês, também foram relatados os seguintes:
- O assassinato de um motorista da empresa Guadalfo Silva Carbajal em Villa El Salvador, próximo à passarela Lavanilla, na Panamericana Sur.
- O motorista da Transporte Pescaro, Bonnet Miraval Camonsin, de 31 anos, foi morto no cruzamento da Avenida Tupac Amaru com a Passagem Lobaton em Santa Anita.
Estes crimes aumentaram a pressão sobre as autoridades para implementarem medidas mais duras contra o crime organizado.
O que os sindicatos dos transportes exigem do governo?
Os transportadores exigem medidas imediatas para conter a onda de violência.
- Supervisão adicional de vendas de linhas telefônicas.
- Regulamentação rigorosa de motocicletas.
- Operações policiais regulares em rotas críticas.
- Proteção eficaz contra ameaças e explorações.
O setor alerta que não pode continuar a operar sob ameaças constantes e não permitirá “morrer mais um motorista”.






