“A forte procura nos principais mercados pode compensar parcialmente o impacto do aumento das tarifas dos EUA sobre a Índia”, afirma o relatório.
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O governo indiano divulgou os números anuais do produto interno bruto (PIB) para o atual ano financeiro na quarta-feira. O crescimento económico deverá ser de 7,4%. Isto sublinha a resiliência da Índia à medida que o crescimento global abranda e as condições económicas se restringem face ao calor tarifário de Trump.
O Reserve Bank estimou o crescimento do PIB em 7,3 por cento em 2025, em comparação com 6,5 por cento em 2025.
Situação e perspectivas econômicas mundiais da ONU para 2026: uma perspectiva global
De acordo com o relatório da ONU sobre a Situação Económica Mundial e Perspectivas para 2026, o comércio global deverá abrandar para 2,2 por cento este ano, face ao crescimento de 3,8 por cento em 2025.
Os Estados Unidos, a maior economia do mundo, deverão crescer 2 por cento este ano, acima dos 1,9 por cento em 2025, apoiados pela flexibilização fiscal e monetária. Relatório sobre a Situação Econômica Mundial e Perspectivas para 2026. A ONU prevê que o crescimento da China será de 4,6% este ano e de 4,5% no próximo ano.
O relatório da ONU afirmou que a economia global enfrenta o risco de um crescimento mais lento em comparação com o período pré-pandemia, com o crescimento actual a não conseguir proporcionar ganhos de desenvolvimento de base ampla, deixando muitos países, comunidades e famílias para trás.
A contínua incerteza política, os riscos geopolíticos e os desafios económicos obscurecem as perspectivas económicas globais. “Em 2025, um aumento acentuado nas tarifas dos EUA perturbou o ambiente comercial, mas a economia mundial revelou-se mais resiliente do que o esperado”, afirmou.
A ONU espera que o crescimento global modere em 2026, uma vez que o comércio internacional mais fraco é apenas parcialmente compensado pelo apoio contínuo da flexibilização económica. A inflação caiu significativamente na maioria das economias, mas o aumento do custo de vida está a sobrecarregar os orçamentos familiares e a aumentar a desigualdade, observou o relatório.




