O Gabinete do Inquérito Económico tradicionalmente dá o tom ao orçamento da União, estabelecendo as principais tendências macroeconómicas, o desempenho setorial, os desafios políticos e as prioridades de reforma.
Tal como em anos anteriores, o inquérito deverá centrar-se nos motores de crescimento, na estabilidade nos sectores financeiro e externo, nas tendências inflacionistas, no emprego e no ritmo das reformas estruturais.
A Pesquisa Econômica do ano passado destacou
O Estudo Económico 2024-25 colocou uma forte ênfase no crescimento interno e na desregulamentação, argumentando que a redução da carga regulamentar é fundamental para sustentar o crescimento da Índia num contexto de perturbações económicas e geopolíticas globais. O crescimento real do PIB da Índia é estimado em 6,4% no EF25 e o crescimento no EF26 é esperado na faixa de 6,3-6,8%.
As principais conclusões do ano passado incluíram:
➤ A desregulamentação como alavanca de crescimento exige a redução dos encargos de conformidade sobre os indivíduos e as pequenas empresas e a reforma dos regulamentos fundiários, laborais e de construção.
➤ Estabilidade macroeconómica, disciplina fiscal, forte equilíbrio externo, inflação moderada.
➤ A força do sector dos serviços, a quota da Índia nas exportações globais de serviços está a aumentar e a expansão contínua reflecte-se nos dados do PMI.
➤ Resiliência do sector bancário, com NPA brutos a cair para o mínimo dos últimos 12 anos e melhoria da rentabilidade.
➤ Os riscos de inflação alimentar, liderados principalmente por vegetais e leguminosas, são influenciados pelas alterações climáticas e pelas perturbações no fornecimento.
➤ Melhorias no emprego, incluindo uma maior participação na força de trabalho, especialmente entre as mulheres, com preocupações sobre lacunas de competências e desemprego.
➤ Uma análise detalhada da IA e do mercado de trabalho alerta para perturbações, mas também destaca ganhos de produtividade se apoiados por instituições qualificadas e fortes.
➤ Uma abordagem equilibrada à transição energética alerta contra a eliminação prematura das fontes de energia convencionais, equilibrando simultaneamente as fontes de energia renováveis e a mobilidade eléctrica.
O inquérito também assinala riscos decorrentes da instabilidade económica global, valorizações elevadas, ameaças à segurança cibernética e alterações climáticas, sublinhando ao mesmo tempo a necessidade de prudência fiscal, ganhos de produtividade e reforço da capacidade institucional.


