Numa apresentação de 17 de Janeiro à Ministra das Finanças, Nirmala Sitharaman, a federação argumentou que o quadro de litígios revisto na sua forma actual desencoraja o investimento, aumenta os custos dos projectos, atrasa a implementação e transfere o risco financeiro para o sistema bancário.
Seguindo a ordem do Ministério das Finanças em 2024, o Ministério dos Transportes Rodoviários e Rodovias alterou o Modelo de Contrato de Concessão para todos os tipos de projetos rodoviários, incluindo Construir-Operar-Transferir (BOT), Modelo Híbrido de Anuidade (HAM), Aquisições, Engenharia e Construção (EPC).
“Dadas as concessões longas, a elevada alavancagem, a dependência de fluxos de caixa estáveis e a sensibilidade das estruturas de financiamento, os mecanismos de resolução de litígios para projectos rodoviários exigem uma calibração específica do sector”, disse a NHBF. “Isto irá garantir que o quadro contratual seja equilibrado, financiável e alinhado com o objectivo de atrair capital privado de longo prazo para o projecto rodoviário nacional.”
A Federação propôs avaliar o impacto da rescisão da arbitragem na carteira de empréstimos rodoviários no que diz respeito à bancabilidade de projetos existentes e projetos futuros no âmbito dos contratos modelo de concessão alterados de BOT, HAM e EPC.
“Regular a arbitragem torna muitos projetos BOT/HAM estruturalmente inbancáveis, levando a altos custos de capital, baixo apetite por propostas e lenta implementação de infraestrutura”, disse a NHBF. “Além disso, para projetos em andamento, reivindicações de valor mais alto devido a mudanças de escopo, atrasos nos pagamentos, duração e rescisão sob o novo sistema podem levar à interrupção do fluxo de caixa, violações de acordos, refinanciamento e risco de saída do Fundo de Investimento em Infraestrutura (INVIT).”
Os números nacionais sugerem que entre 2015 e 2025 houve cerca de 2.600 sentenças arbitrais no sector rodoviário, com concessões levantando disputas de cerca de 90.000 milhões de rupias e sentenças arbitrais de mais de 30.000 milhões de rupias.




