A Venezuela lançou uma série de exercícios militares chamado “Sovereign Caribbean 200”, com o objetivo de demonstrar suas habilidades militares no meio do aumento das tensões com os Estados Unidos. As operações começaram na ilha de La Orchila, com mais de 2.500 soldados participando de um esforço coordenado que inclui as fabricantes de ar, mar e terrestre. O ministro da Defesa Vladimir Padrino anunciou o envolvimento de 12 navios navais, 22 aeronaves e cerca de 20 barcos durante uma transmissão na TV estadual.
Imagens de vídeo publicadas por autoridades venezuelanas retrataram tropas que apresentavam pousos na praia, operações anfíbias e caças que realizaram manobras sobre o Caribe. Padrino enfatizou que esses exercícios foram uma resposta direta à presença de navios de guerra americanos nas proximidades, alegando que os exercícios pretendem transmitir uma mensagem a Washington sobre a preparação militar de emergência.
Os Estados Unidos implantaram uma frota, incluindo três destruidores de classe de Arleigh Burke, o Cruiser Lake Erie, o navio anfíbio USS Iwo Jima e um submarino movido a átomos. No entanto, Washington sustenta que esses navios estão lá principalmente para combater o tráfico de drogas. O presidente Nicolás Maduro, por outro lado, acusou os Estados Unidos de buscar mudança de regime, enquadrando a construção militar -como provocação.
A Venezuela, que melhorou a visão militar, mostrou os caças de Sukhoi Su-30 produzidos pela Rússia equipados com mísseis anti-navios KH-31 “Krypton”. Um vídeo circulado pela Força Aérea Venezuelana ilustrou essas aeronaves no chão com mísseis anexados e em fuga. O armamento, comprado da Rússia entre 2007 e 2008, significa as alianças militares da Venezuela, apesar das dificuldades econômicas contínuas. O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos observa que o país administra 21 combatentes de Su-30mk2, embora não se saiba quantos estão atualmente em operação devido ao ônus do declínio financeiro e à falta de recursos.
Preocupações compostas, a ONG venezuelana Control Ciudadano destacou questões relacionadas à manutenção de aviões militares, apontando para sistemas de envelhecimento e falta de peças de reposição como fatores que contribuem para o risco à segurança aérea. As reivindicações sobre acidentes militares também surgiram e levantaram questões sobre a preparação operacional de emergência.
À luz desse desenvolvimento, Maduro argumentou que “nenhum império afetará a Terra Santa na Venezuela”, repetiu a posição do governo contra a intervenção estrangeira e enfatiza a decisão sobre as forças militares da Venezuela. Os exercícios e a retórica em andamento de Caracas sugerem uma distância tensa, à medida que ambas as nações continuam a navegar em uma paisagem geopolítica complexa.







