Em uma forte resposta à recente decisão do Conselho de Segurança da ONU de reintroduzir sanções econômicas contra o Irã, a Rússia expressou sérias preocupações sobre o potencial de aumento de tensões relacionadas às ambições nucleares da República Islâmica. A votação, que ocorreu na sexta -feira sob pressão das nações européias, atraiu críticas fortes de Moscou, que vê as sanções como prejudiciais aos esforços diplomáticos.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia fez uma declaração que condena as ações das potências européias envolvidas no extenso plano de ação conjunto (JCPOA), alegando que seu comportamento é “ilegal” e aumentou as tensões já aumentadas. A declaração enfatizou que o governo russo destacou consistentemente a natureza provocativa das ações das nações européias em relação ao acordo nuclear.
O JCPOA, criado em 2015, foi projetado para dar alívio ao Irã das sanções da ONU em troca da supervisão estrita de atividades nucleares. Os signários centrais do acordo incluem grandes potências européias, como Reino Unido, França e Alemanha, que agora acusaram o Irã de não manter suas obrigações. O acordo foi efetivamente interrompido desde que os Estados Unidos renunciaram em 2018 durante a administração do então presidente Donald Trump.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia argumentou ainda que as sanções recentes representam um afastamento do envolvimento diplomático construtivo e são expostas a agravar a situação em torno do programa nuclear do Irã. No início de agosto, a Rússia já havia alertado que a alça de sanções poderia levar a “consequências irreparáveis” para seus aliados.
Em um contexto mais amplo, as faixas políticas, econômicas e de defesa entre o Irã e a Rússia se tornaram mais fortes na última década, especialmente quando o relacionamento de Moscou com o Ocidente se deteriorou. As duas nações cooperaram cada vez mais, especialmente após as ações militares da Rússia na Ucrânia, que ajustaram ainda mais seus interesses no meio de uma paisagem geopolítica em mudança.






