5.0 Terremoto em Lima não foi apenas um abalo: presidente do IGP revela estranho fenômeno durante movimento

O sismo de magnitude 5,0 que sacudiu a capital surpreendeu milhares de cidadãos pela intensidade sentida em vários distritos. Embora este não tenha sido um evento de grande escala, a sensação foi mais imediata do que os terremotos recentes, levantando questões sobre os fatores que influenciaram o seu impacto.

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Por que o terremoto de magnitude 5,0 foi sentido tão fortemente em Lima?

O terremoto foi registrado na costa de Chilka. Os tremores foram relatados em muitas partes da capital e criaram sentimentos contraditórios entre as pessoas.

Hernando Tavera, presidente do Instituto Geofísico do Peru, explicou em conversa com o Canal Me que a localização do epicentro é crítica.

“O que diferencia este terremoto dos demais é que ocorreu quase abaixo da região de Lima. Portanto, o tremor foi quase vertical”, observou.

O especialista explicou que quando a energia é liberada sob o território continental, o deslocamento é percebido de forma diferente.

“O poder veio de baixo para cima e praticamente nos elevou”, disse ele. Da mesma forma, comparou o evento com aqueles com epicentro no mar: “Se tivesse ocorrido no mar, o movimento teria sido quase horizontal”, disse ele.

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Quanto tempo durou o terremoto e em que áreas foi mais severo?

Segundo relatórios preliminares, devido à proximidade do epicentro, o terremoto foi sentido com maior intensidade entre Chilca e a região metropolitana de Lima.

Em relação à duração do movimento, Tavera observou que a percepção varia de pessoa para pessoa. “A percepção do tremor depende de onde estou”, explicou.

Ele acrescentou que as pessoas em edifícios altos ou em solo macio sentirão mais vibração devido ao aumento das ondas sísmicas.

Sistema de alerta de terremotos em fase de testes: como funciona?

O responsável do IGP referiu-se ainda ao Sistema de Alerta Sísmico anunciado há semanas pelo Instituto Nacional de Defesa Civil (INDECI), que se encontra actualmente em fase de testes.

Conforme explicado, o sistema funciona com sensores que detectam o início de um terremoto e estimam o tempo que as ondas levam para atingir determinadas áreas. Nesta fase inicial, inclui altifalantes instalados em vários distritos e, posteriormente, prevê-se a inclusão de notificações para telemóveis.

Tavera explicou que um dos principais sensores está localizado na ilha de Hormigas, a 60 quilómetros da costa. Ele esclareceu que dependendo da origem do terremoto, o tempo de alerta pode variar. “Quanto mais perto chego do terremoto, menos cauteloso me torno”, observou ele.

Finalmente, lembrou-nos que a data de um grande terremoto não pode ser prevista. No entanto, enfatizou que os eventos sísmicos respondem a ciclos de acumulação e liberação de energia, destacando a importância de fortalecer os edifícios e manter viva a cultura de resistência diante dos futuros movimentos telúricos em Lima.

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