Os árbitros assistentes de vídeo causam polêmica todas as semanas na Premier League, mas como as decisões são tomadas e são corretas?
Nesta temporada, analisamos os principais eventos para examinar e explicar o processo tanto no protocolo VAR quanto nas Leis do Jogo.
Crédito da captura de tela: BBC, TNT
Andy Davies (@andydaviesref) é ex-árbitro do Select Group, com mais de 12 temporadas na lista de elite, atuando na Premier League e no Campeonato. Com vasta experiência no nível de elite, ele trabalhou no espaço VAR na Premier League e fornece uma visão única sobre os processos, lógica e protocolos entregues nos dias de jogos da Premier League.

Manchester City 2 x 1 Newcastle United
o árbitro: Tom Bramall
nosso: James Bell
Tempo: 42 minutos
evento: Gol anulado por impedimento.
O que aconteceu? Dan Byrne, do Newcastle, acenou com a cabeça na cobrança de falta de Sandro Tonali, mas o gol foi anulado por impedimento. No entanto, os replays mostraram que Burn estava apenas em posição de impedimento quando foi abordado pelo zagueiro do City, Ruben Dias.
Decisão VAR: O VAR verificou e anulou a decisão de não gol, confirmando que havia sido cometido um impedimento.

Revisão do VAR: O VAR Bale teve plena consciência de que houve uma ação deliberada de Berne Dias antes do gol. Quando um defensor do Newcastle está claramente em posição de impedimento quando um gol é marcado, a verificação do VAR considera se a preparação para o gol atende aos critérios para uma possível falta e um possível pênalti.
Foi um empurrão claro e deliberado; Porém, Tonali não tocou a bola no momento do chute e o VAR não pôde intervir porque a bola não estava ativa.
Na verdade, a Lei 12 afirma: Os pontapés-livres directos e indirectos e os pontapés de grande penalidade só podem ser concedidos por infracções cometidas enquanto a bola está em jogo.
julgamento: Assistindo aos replays, os jogadores do Newcastle e seus torcedores, compreensivelmente, se sentirão prejudicados pela situação. A realidade é que foi uma ação calculada de Dias e da retaguarda da cidade, que entenderam claramente a lei e a levaram à perfeição.
Dentro das leis do jogo, nenhuma infração pode ser cometida e somente o árbitro pode intervir para administrar o contato físico antes da bola ser jogada. O VAR não tem competência para intervir sem a bola em jogo, a menos que tenha havido um incidente de conduta violenta, o que não foi o caso aqui.
a hora: 51 minutos
evento: Bernardo Silva, do Man City, potencial segundo cartão amarelo
o que aconteceu: Silva foi advertido antes, mas minutos depois, ele atacou Burn sem qualquer tentativa de jogar a bola. Ele teve sorte de não receber o segundo cartão amarelo?
Foi decisão: O VAR não viu isso como um potencial desafio de cartão vermelho e, de acordo com as regras atuais, eles não podem intervir em uma situação potencial de segundo cartão amarelo. Somente em decisões vermelhas diretas.

julgamento: Para um árbitro expulsar um jogador pelo segundo cartão amarelo em tal situação, ele está procurando um desafio que esteja acima do seu limite. Ele atingirá você imediatamente como um segundo amarelo sem pensar duas vezes, e você saberá disso em um instante.
Assistindo a esse clipe isoladamente, Silva teve a sorte de não receber o segundo amarelo por um desafio desnecessário, pois não fez nenhuma tentativa de jogar a bola.
Porém, não foi um momento marcante em termos de jogo físico e nem que pudesse causar muito desconforto a Bramall em tempo real.
Há momentos em grandes jogos em que você confia nos seus instintos e achei que foi uma gestão de jogo inteligente, já que dar um segundo cartão amarelo não era o resultado mais óbvio.








