O Benfica condenou a “campanha difamatória” em que o jogador Gianluca Prestianni foi acusado de abusos raciais contra Vinicius Junior, do Real Madrid.
Vinicius foi acusado de abusar racialmente de Prestiani durante a primeira mão do play-off da UEFA Champions League, na terça-feira, o que fez com que o jogo fosse interrompido por 10 minutos no segundo tempo.
A UEFA anunciou na quarta-feira que iria investigar as acusações.
O clube português afirmou num comunicado que cooperaria totalmente com a investigação da UEFA, mas defendeu Prestiani, que negou qualquer irregularidade.
“O clube reitera de forma clara e inequívoca o seu compromisso histórico e intransigente na defesa dos valores de igualdade, respeito e inclusão, que estão em linha com os valores fundamentais da sua fundação e melhor simbolizados por Eusébio”, afirma o comunicado.
“O Benfica reitera ainda o seu total apoio e confiança na versão apresentada pelo jogador Gianluca Prestiani, cujo comportamento ao serviço do clube sempre foi pautado pelo respeito pelos adversários, pela instituição e pelos princípios que definem a identidade do Benfica.
“O clube condena a campanha difamatória a que o jogador foi submetido”.
Prestianni, de 20 anos, poderá ser suspenso por 10 jogos se for considerado culpado de abuso racial ao abrigo do código disciplinar da UEFA.
O argentino negou as acusações de Vinicius nas redes sociais, dizendo que o internacional brasileiro “interpretou mal o que ouviu”.
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Durante o suposto incidente, Prestiani foi visto conversando com Vinicius com a camisa cobrindo o rosto, antes que o internacional brasileiro apontasse para ele e corresse em direção ao árbitro.
Kylian Mbappe, do Real Madrid, disse à TVE espanhola após o jogo de terça-feira que ele e outros jogadores ouviram Prestiani dizer “Vinny é um macaco cinco vezes”.
O Benfica argumentou que os jogadores do Real Madrid não puderam ouvir os alegados abusos racistas devido ao barulho no estádio e à distância entre os jogadores.








