A Micron e outros fabricantes de memória estão sendo processados ​​por alegações de fixação de preços. Isso nada mais é do que um risco de manchete para as ações da MU.

Engenheiro segurando um microchip de computador da LIGHTFIELD STUDIOS via Adobe Stock

Uma ação coletiva movida em 25 de junho no tribunal dos EUA nomeia Micron Technology (MU), Samsung Electronics e SK Hynix em um caso antitruste sobre suposta fixação de preços de DRAM. A alegação é que essas três empresas, que controlam a maior parte do mercado global de DRAM, reduziram a produção de chips DDR3 e DDR4 mais antigos, ao mesmo tempo que mudaram seu foco para memória de alta largura de banda (HBM) orientada por IA.

Segundo a ação, a medida tinha como objetivo aumentar os preços, e não apenas a demanda. Espera-se que os preços da DRAM aumentem aproximadamente 700% a partir de 2022.

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O que diferencia isso é o momento. Dias antes do processo, a Micron Technology registrou seu trimestre mais forte, com receita de US$ 41,46 bilhões, quase 4 vezes mais do que há um ano. A ação já passou de um mínimo de 52 semanas de US$ 103,38 para US$ 1.255,00, um ganho impressionante de 1.114% em um ano.

Essa recuperação foi impulsionada pela forte demanda por HBM e por um mercado restrito de DRAM que deve durar até 2028, ajudando a Micron a garantir uma posição como a ação de crescimento com melhor classificação no Índice de Tecnologia da Informação S&P 500 ($SRIT), junto com a Nvidia (NVDA).

As ações da Micron Technology caíram intradiariamente na segunda-feira para US$ 1.023,65 após a notícia, que continuou seu recuo em relação às altas recentes. Mas para uma empresa que atravessa um dos ciclos de lucro mais robustos impulsionados pela IA na história dos semicondutores, este processo representa uma ameaça real ao caso bull MU?

Os números da Micron permanecem fortes

A fabricante de chips norte-americana Micron fabrica produtos de memória e armazenamento, como DRAM, NAND e memória de alta largura de banda, usados ​​em data centers, sistemas de IA e dispositivos de uso diário.

As ações estão em alta, subindo 842% nas últimas 52 semanas e outros 306,79% no acumulado do ano (acumulado no ano).

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Mesmo com este crescimento, a avaliação ainda é razoável, com uma relação preço/lucro futuro de 18,40 vezes, em comparação com a média do setor de 24,48 vezes.

Além disso, a Micron paga um dividendo trimestral de US$ 0,150, o que resulta em um rendimento anual de 0,50 (0,04%), bem abaixo da média do setor de tecnologia de 1,37%. O índice de rendimento futuro é de apenas 2,13%, deixando bastante espaço para reinvestimento, e a empresa tem apenas um ano de crescimento de dividendos até agora.

Financeiramente, a reviravolta foi acentuada. A receita saltou para US$ 41,46 bilhões no terceiro trimestre do ano fiscal de 2026, acima dos US$ 23,86 bilhões do trimestre anterior e dos US$ 9,30 bilhões do ano anterior. O lucro líquido GAAP foi de US$ 28,24 bilhões, ou US$ 24,67 por ação, enquanto o lucro líquido não-GAAP foi de US$ 28,86 bilhões, ou US$ 25,11 por ação. O fluxo de caixa operacional aumentou para US$ 25,39 bilhões, mais que o dobro do trimestre anterior e bem acima do nível do ano passado. Para o quarto trimestre, a Micron espera receita de aproximadamente US$ 50,0 bilhões, margens brutas de aproximadamente 86% e EPS não-GAAP de aproximadamente US$ 31,00, indicando força contínua.

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