A psicologia diz que pais que consertam coisas quebradas não são baratos: por que consertar objetos se torna sua maneira de proteger a memória, o propósito e a família

Quase todas as famílias conhecem esse pai. A cadeira está balançando. O controle remoto ainda não funciona corretamente. O ventilador faz barulhos estranhos. Pegue uma chave de fenda em vez de comprar uma nova. Ele investiga o problema, descobre o objeto e tenta consertar o próximo relógio. Às vezes ele consegue. Às vezes não. Mas ele quase sempre tenta. Para a geração mais jovem, este hábito pode parecer confuso. Por que gastar uma hora consertando algo que pode ser substituído em minutos? A psicologia sugere que esse comportamento raramente envolve apenas dinheiro. Para muitos pais, consertar as coisas torna-se uma forma arraigada de demonstrar responsabilidade, identidade e carinho. De muitas maneiras, consertar objetos torna-se uma linguagem de amor.

Por que os pais associam a correção com um senso de propósito

Uma explicação vem da Teoria da Identidade. As pessoas constroem suas identidades em torno de papéis importantes. Para muitos pais, um dos papéis mais importantes ao longo da vida foi o de “protetor” ou “solucionador de problemas”.

Anos de sustento da família reforçam essa característica. O cérebro começa a associar valor à utilidade. Consertar um objeto quebrado é mais do que apenas fazer o trabalho. Ele está desempenhando um papel que vem sendo praticado há décadas.

O ato finalmente diz:

“Eu ainda posso ajudar.”

“Ainda posso resolver problemas.”

“Ainda posso contribuir.”

Por que consertar as coisas é emocionalmente benéfico

Os psicólogos também se concentram na teoria da autodeterminação, desenvolvida pelos psicólogos Edward Decey e Richard Ryan. A teoria explica que as pessoas prosperam quando três necessidades são satisfeitas:

  • Competência
  • Autonomia
  • Comunicação

A correção permite todos os três. A competência vem da resolução de problemas. A autonomia vem de fazer isso por conta própria. O vínculo vem ajudando seus entes queridos. A experiência dá ao cérebro uma forte sensação de satisfação. Esta é uma das razões pelas quais alguns pais realmente gostam de consertar as coisas. A recompensa é psicológica e prática.

Por que as gerações mais velhas costumam ver os valores de forma diferente

Os psicólogos também discutem a mentalidade da escassez. Muitos pais cresceram numa época em que se recusavam a desperdiçar recursos. Muitas vezes ouviam as seguintes frases:

“Se ainda estiver funcionando, não jogue fora.”

“Use o que você tem.”

– Cuide de seus pertences.

Essas lições estão profundamente enraizadas ao longo do tempo. Mesmo quando a situação financeira melhora, a mentalidade muitas vezes permanece. O cérebro entende que a conservação é um comportamento responsável.

Por que os objetos muitas vezes carregam memórias

Os psicólogos também observam o conceito de The Endowment Effect, desenvolvido por Daniel Kahneman, Jack Knetsch e Richard Thaler. As pessoas naturalmente valorizam mais o que possuem. Uma cadeira de jantar é mais do que apenas uma peça de mobiliário. Ele pode se lembrar de jantares em família. Um relógio antigo pode lembrar alguém de seus pais.

Uma caixa de ferramentas antiga pode ser um símbolo de décadas de trabalho árduo. O próprio objeto tem um valor emocional. Consertar é como salvar um pequeno pedaço da história da família.

Por que os pais muitas vezes expressam seu amor por meio de ações?

Os psicólogos também discutem a teoria do suporte instrumental. Algumas pessoas expressam seu amor por meio de ações e não de palavras. Muitos pais pertencem a uma geração que incentiva o cuidado através de ações e não de palavras. em vez de:

“Estou apaixonado por você.” Eles podem consertar a bicicleta. Trave a maçaneta da porta. Ajuste a prateleira. Ou conserte silenciosamente um eletrodoméstico quebrado antes que alguém perceba. O próprio trabalho se torna uma mensagem emocional.

Por que a cultura moderna criou divisão

O mundo de hoje coloca a conveniência em primeiro lugar. Fones de ouvido quebrados são substituídos imediatamente. Os telefones são atualizados a cada poucos anos. Os móveis costumam ser vistos como temporários. No entanto, muitos pais desenvolveram os seus hábitos durante uma era de estabilidade. Essa diferença geracional às vezes é confusa.

Por exemplo, uma criança pode considerar uma lâmpada quebrada como descartável. Um pai pode ver isso como um problema a ser resolvido. Nenhuma das visões está correta. Eles simplesmente refletem diferentes relações com a propriedade.

Por que consertar as coisas reduz o estresse

Os psicólogos também vinculam o trabalho de reparo à Teoria do Fluxo, desenvolvida pelo psicólogo Mihaly Csikszentmihalij. O fluxo ocorre quando as pessoas ficam profundamente absortas em uma atividade. A edição de objetos cria naturalmente essa situação.

Requer o seguinte:

  • Foco
  • Resolvendo problemas
  • Coordenação manual
  • Paciência

Para muitos pais, a garagem ou a caixa de ferramentas tornam-se uma fuga mental silenciosa. O trabalho pode parecer um momento relaxante após um dia estressante.

Uma grande verdade psicológica

A psicologia sugere que os pais que consertam coisas quebradas em vez de substituí-las raramente são mesquinhos ou teimosos. Muitas vezes eles protegem algo maior que o próprio objeto. Eles protegem memórias. Proteção da utilidade. Proteção de privacidade. Mais importante ainda, os pais muitas vezes não consertam coisas que estão quebradas. Eles estão reparando a conexão com o alvo.

Talvez por isso muitas famílias percebam esse hábito mais tarde. Uma cadeira modificada nunca foi apenas uma cadeira. Uma luminária de pé nunca foi apenas uma luminária. Às vezes, esses pequenos ajustes tornam-se a paz de espírito do pai: “Se algo importante for quebrado, tentarei terminar de novo.”

Perguntas frequentes

Por que tantos pais preferem consertar as coisas em vez de substituí-las?

A psicologia sugere que consertar as coisas lhes dá um senso de propósito, competência e contribuição.

Esse comportamento está relacionado a economizar dinheiro?

Nem sempre. Na maioria dos casos, está associado à identidade, memórias e valor emocional.

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