A Suprema Corte considerou seu pedido em 16 de junho. Ele disse que o Hajan Singh Manvi Health e o St. Joseph’s Hospital se recusaram a tratar o menino imediatamente, apesar de vê-lo sangrando e inconsciente em seus braços.
“Ele esteve vivo durante duas horas depois de o termos encontrado”, disse ele, acrescentando que ambos os hospitais se recusaram a examiná-lo. Segundo ele, não atenderam ao seu pedido de que “o tempo era muito importante para salvar a criança”.
Ele acrescentou: “Ela ficou viva por duas horas depois que a encontramos”, e levou um tempo precioso para interromper o tratamento.
Alegações de recusa de hospitais privados
O pai disse que o primeiro hospital que foi o recusou porque não tinha as instalações necessárias. Disse ainda que não foi organizado serviço de ambulância para a transferência.
No segundo hospital, ele disse que a equipe se recusou a tratá-lo, alegando problemas médicos e legais, e sugeriu que ele fosse para uma instalação governamental.
“Eu cruzei os braços e implorei”, disse ele. “Mas o hospital nem sequer organizou uma ambulância.” Além disso, apesar de vários apelos, nenhum hospital examinou a criança.
Viagem a um hospital público e morte de uma criança
A menina acabou sendo levada para a instalação governamental mais próxima, o Hospital MMG, mas morreu no caminho. Mais tarde, os médicos o declararam morto na chegada.
“Se dois hospitais tivessem me tratado, minha filha teria sobrevivido”, disse ele. “Se minha filha não estiver viva hoje, os hospitais também serão responsáveis”.
O que aconteceu em 16 de março
Segundo informações, o menino estava brincando perto de sua casa em Nandgram no dia 16 de março quando seu vizinho Gaurav o atraiu por volta das seis horas da tarde.
Segundo relatos, o arguido levou-a a um mercado próximo onde comprou alimentos como samosas, jalebis e pirulitos e depois levou-a para um local deserto a 500 metros de distância.
Lá, ele era suspeito de estuprar a menina, batendo-lhe na cabeça com um tijolo e ferindo-a gravemente.
Pesquise e encontre a criança
O pai, pintor de paredes, relatou o desaparecimento da filha enquanto ele trabalhava. A princípio ele pensou que poderia estar por perto, mas correu para casa às 19h15 quando o pânico aumentou.
Equipes de busca foram formadas e vizinhos ajudaram a encontrá-lo. Depois de procurar por cerca de duas horas, seu pai o encontrou por volta das 21h.
“Suas roupas foram tiradas e ele estava sangrando”, disse ele.
Ele descreveu segurá-la nos braços e levá-la de motocicleta ao hospital mais próximo.
Processo da Suprema Corte e questões de responsabilização
Segundo informações, o Supremo Tribunal perguntou aos hospitais se estão dispostos a pagar indemnizações aos pais. No entanto, o pai disse que a compensação não era a questão principal.
Ele enfatizou que “há algo muito maior do que a compensação, precisa ser consertado – é necessária responsabilização”.
Uma Equipa Especial de Investigação (SIT) nomeada pelo Supremo Tribunal encontrou mérito nas suas alegações de que os hospitais não prestaram cuidados atempados.
O Supremo também questionou o hospital sobre a indenização voluntária e disse que, caso não concordem, poderá determinar ele mesmo o valor.
Críticas de ativistas e resposta do hospital
A activista dos direitos das crianças Shara Ashraf Prayag, que apoiou a petição, disse que os primeiros socorros deveriam ter sido prestados antes da primeira visita ao hospital.
Ele criticou o Hospital St. Joseph, chamando-o de uma instituição de caridade bem equipada e alegou que os médicos recusaram tratamento. Ela também contestou as alegações de que o pai se recusou a prestar cuidados.
O porta-voz do Hospital St Joseph, Lalit Goya, disse ao TOI uma versão diferente, dizendo que o menino estava na sala de emergência há menos de cinco minutos e os médicos estavam a caminho quando decidiram transferi-lo.
Ele acrescentou que a falta de atendimento de emergência ou acompanhamento médico durante a transferência poderia ter agravado seu estado.
Relatórios relacionados à cena do crime e à resposta policial
O pai disse ainda à TOI que informou a polícia sobre a suspeita de consumo de drogas no local onde a sua filha foi encontrada, acrescentando que foram encontradas seringas e frascos vazios.
Ele disse que os acusados usavam drogas antes do ataque, mas apesar de diversas reclamações sobre a área, nenhuma ação foi tomada.
(Com informações do TOI)




