Mais de 15 anos se passaram desde a estreia de “A Rede Social”, o drama biográfico centrado na criação do Facebook e do roteirista. Aaron Sorkin está de volta para sua sequência independente, “The Social Recooking”. Sorkin, que dirigiu a sequência, queria Jesse Eisenberg para reprisar seu papel como cofundador do Facebook, Mark Zuckerberg, mas o ator recusou. O papel foi para Jeremy Strong, que estava ansioso para participar.
Em entrevista exclusiva com Feira da VaidadeAaron Sorkin discutiu seu próximo filme, “The Social Reckoning”, a sequência do filme vencedor do Oscar de 2010 “The Social Network”, escrito por Sorkin e dirigido por David Fincher.
Inicialmente, Sorkin disse que só faria o projeto com Fincher como diretor. Porém, o diretor estava ocupado com outros projetos, o que levou Sorkin a assumir o papel. No entanto, ele revelou que Fincher foi a primeira pessoa a ler o roteiro e também se ofereceu para ajudar no que pudesse.
Falando sobre a premissa do filme, Sorkin disse: “‘The Social Network’ foi sobre como o Facebook foi inventado, e ‘The Social Recooking’ é o que ele se tornou.”
Jesse Eisenberg recusou veementemente o papel de Zuckerberg
De acordo com Sorkin, seu primeiro instinto foi abordar Jesse Eisenberg para reprisar seu papel como Mark Zuckerberg. “Eu senti que pertencia a ele e foi definitivamente testado em batalha”, disse ele. Eisenberg foi indicado ao Oscar de Melhor Ator, ao Globo de Ouro e ao BAFTA por sua interpretação do fundador do Facebook.
Em entrevista de 2011, Eisenberg disse que ao interpretar o papel, “desenvolveu um carinho ainda maior” pelo personagem. “Portanto, mesmo que o personagem aja de uma forma que magoe outros personagens, você ainda precisa entender e, em última análise, simpatizar com todo esse comportamento”, disse ele.
Para a sequência, porém, Sorkin disse que tentou convencer o ator a voltar por três dias, sem sucesso. “Eu só não queria mais ser confundido com Mark Zuckerberg, que tem problemas com o cara”, explicou o diretor.
O ator mudou de opinião sobre Zuckerberg

Embora Sorkin não tenha revelado muitos detalhes sobre sua conversa com Eisenberg, ele acrescentou que “não gosta que crianças cheguem até ele nos aeroportos com cartões de visita que dizem ‘Sou CEO, vadia’ para ele assinar”.
Em 2025, Eisenberg disse que não queria mais ser associado a Zuckerberg, dizendo que o CEO “evoluiu para alguém obcecado pela ganância e pelo poder”.
Ele também compartilhou que discordava das opiniões políticas de Zuckerberg, afirmando: “Essas pessoas têm bilhões e bilhões de dólares, mais dinheiro do que qualquer ser humano já acumulou.
Aaron Sorkin encontrou seu novo Zuckerberg
Sorkin revelou que mencionou “The Social Reckoning” pela primeira vez para Eisenberg em 2025 Feira da Vaidade Festa do Oscar Nesse mesmo evento, ela encontrou Jeremy Strong e eles começaram a conversar. Quando o roteirista mencionou que estava trabalhando na sequência de “A Rede Social”, o ator disse que estaria interessado no papel de Zuckerberg se Eisenberg deixasse passar a oportunidade.
Forte disse variedade em 2025 que abordaria a função como qualquer outra, “com empatia, com objetividade, com cuidado”. Ele concordou em assumir o projeto porque estava fascinado pelo material e achou que era um dos melhores roteiros que já havia lido.
Quando questionado se entraria em contato com Zuckerberg, Strong disse “sem comentários”, acrescentando que não tinha presença nas redes sociais.
“Ele apareceu no primeiro dia e quando disse ‘bom dia’ já estava falando como Mark”, disse Sorkin sobre Strong.
Aaron Sorkin sobre os desafios de escrever CEO
“The Social Reckoning” se concentrará no vazamento de 2021 da denunciante Frances Haugen no Facebook. Os documentos mostraram que o Facebook sabia que a plataforma tinha efeitos sociais nocivos, como polarização política, desinformação e efeitos negativos na saúde mental, mas não tomou medidas suficientes porque conflitavam com os interesses da empresa.
Segundo Sorkin, um dos desafios foi escrever Zuckerberg como qualquer outro personagem e não levar em conta suas opiniões pessoais sobre ele. “Não posso julgar Mark Zuckerberg enquanto escrevo. Você tem que escrever o personagem como se eles estivessem apresentando a Deus por que deveriam ter permissão para entrar no céu”, explicou ele.
“The Social Reckoning” chega aos cinemas em 9 de outubro de 2026.






