FIFA presidente Gianni Infantino foi criticado depois de parecer defender o presidente dos Estados Unidos Donald Trump em meio a uma polêmica crescente envolvendo Copa do Mundo árbitros
A administração Trump negou a entrada nos Estados Unidos ao árbitro somali Omar Artan, apesar de ele supostamente ter um visto válido e ter sido um dos árbitros selecionados para trabalhar no torneio. A Somália está entre os países afetados pelas restrições de viagens dos EUA, uma política que entrou em vigor no início deste ano.
Os comentários de Infantino sobre a recusa dos Estados Unidos em permitir a entrada do árbitro somali Omar Artan no país provocaram reações por parte dos críticos, apesar da sua aparente tentativa de abordar as preocupações sobre o incidente.
Falando aos repórteres, o presidente da FIFA reconheceu que o que aconteceu com Artan foi “lamentável”, mas insistiu que o assunto estava fora de seu controle, segundo a Sky News.
Ele então pediu aos torcedores que “relaxem e relaxem”, um comentário que só aumentou a frustração entre os torcedores já chateados com a controvérsia da arbitragem e o alto custo dos ingressos para o torneio.
Infantino também pareceu argumentar que os “gritos e gritos” de fãs e críticos têm “o efeito oposto” quando se trata de encontrar soluções para problemas tão complexos.
“Não somos os reis do mundo que podem governar os governos e as forças policiais – somos uma organização desportiva”, acrescentou o chefe do futebol.
Críticos acusam Infantino de se aproximar de Donald Trump
Muitos fãs consideraram os comentários de Infantino um abuso de autoridade, com alguns acusando-o de tentar obter favores da administração Trump. Outros consideraram os comentários surdos.
“Se isso acontecesse com qualquer outro país anfitrião, todos estariam boicotando a Copa do Mundo e destruindo o país anfitrião. É uma loucura como todo mundo continua lambendo a bota dos EUA”, comentou um torcedor furioso.
“Para ser sincero, não tenho interesse em assistir, já que a FIFA deu a Trump um prêmio da paz (antes que ele comece uma guerra desnecessária, não). Eu costumava tentar entrar na Copa do Mundo quando ela estava acontecendo, mas não consigo nem me incomodar este ano, e coisas idiotas como essa só solidificam esse sentimento”, escreveu outro comentarista online.
Gianni Infantino diz que a segurança está em primeiro lugar
Como parte das suas observações, Infantino procurou justificar a posição da administração Trump, sugerindo que a maioria dos países anfitriões responderia de forma semelhante em situações semelhantes.
Ele exortou as pessoas a “respeitarem as decisões”, argumentando que “a segurança está em primeiro lugar” no que descreveu como um “mundo cada vez mais agressivo”.
“Quando digo ‘calma’, não quero dizer ‘calma e não faça nada’, quero confiar em nós”, acrescentou Infantino, numa tentativa de esclarecer o seu comentário anterior. “Tentamos sempre tornar a situação o mais positiva possível e procurar soluções. Às vezes conseguimos, às vezes não.”
Chefe da FIFA fala sobre ingressos caros para a Copa do Mundo

Antes da Copa do Mundo, as reclamações sobre o aumento dos preços dos ingressos continuaram a aumentar, com muitos torcedores expressando frustração com o custo exorbitante de assistir aos jogos, especialmente à final.
Alguns ingressos para a final foram vendidos por vários milhares de dólares, enquanto um assento foi encontrado na plataforma oficial de revenda da FIFA em maio por impressionantes US$ 11,5 milhões.
Apesar da reação negativa, Infantino defendeu o preço no mês passado, argumentando que esses custos são justificados no mercado dos EUA.
“Temos que olhar para o mercado – estamos no mercado onde o entretenimento é o mais desenvolvido do mundo. Portanto, temos que aplicar taxas de mercado”, disse Infantino sobre a estratégia dinâmica de preços da organização num evento em Beverly Hills.
Gianni Infantino descarta grandes cortes nos preços dos ingressos

Infantino também indicou que atualmente não há planos para baixar os preços além do já introduzido “nível de entrada de suporte”, que oferece ingressos a partir de US$ 60.
“Se você vendesse a um preço mais baixo, ele teria ido para os mercados secundários a preços muito mais altos”, disse ele. “Para onde iria então o dinheiro? Para aqueles que organizaram atividades secundárias ou no mercado negro, e não para o futebol.”
Além de defender a posição da entidade, Infantino afirmou que “cada dólar que entra vai para o desenvolvimento do futebol”.
“Temos uma competição a cada quatro anos. Nos outros 47 meses de 48, estamos investindo essa receita no crescimento. Ninguém mais está fazendo isso”, argumentou ainda o presidente da FIFA.







