Adeus a Indio Solari: as portas do centro desportivo de Gatica foram abertas para a multidão prestar as últimas homenagens ao artista na Villa Dominico.

Às 9h, duas horas antes da abertura das portas, já havia uma multidão em frente ao centro desportivo de Gatika.

Não há nenhuma barreira que organize a linha em toda a sua extensão, que já ultrapassa os 15 quarteirões. Formou-se espontaneamente, até agora sem incidentes, no centro da Avenida Mitre. Nas suas laterais, marcando os limites, aparecem centenas de barracas de merchandising e comida, duas fileiras intermináveis ​​de mirantes.

A multidão, na Avenida Mitre, para se despedir de Carlos el Indio SolarFabian Marelli
O Corpo de Bombeiros (foto), a Polícia de Buenos Aires e a Defesa Civil são algumas das organizações comprometidas com a operação de segurança em Villa Dominic.Fabian Marelli

A entrada é pela rua Otero Generala, até a avenida Bartolomé Mitre, onde surge uma enxurrada de gente.

Ninguém sabe ao certo quantas pessoas podem chegar aqui hoje.

Há um anel de segurança ao redor Parque dos Trabalhadores, Villa Dominicon, Avellaneda. Todo o perímetro é cortado. Polícia motorizada e pessoal de infantaria são mobilizados.

A família de Indio Solari postou a imagem nas redes sociais para explicar aos torcedores como chegar ao estádio Gatica, em Villa Dominico.

Enquanto a família de Indio Solari anunciava o local onde o artista seria homenageado, uma procissão de fãs de diversas partes do país começou a chegar por lá.

Alguns passaram a noite aqui. Parte de um grupo de Laferrere que chegou às 23h. ele ainda dorme na calçada, protegido do frio e do orvalho, sob uma varanda.

Um grupo de Isidro Casanova está de luto desde a 01h00 com uma enorme bandeira preta.

Blocos de filas para se despedir de Indio Solari no Parque Dominico em AvellanedaX

Miguel chorando no meio da multidão, abraçando a namorada, Micaela. Pertence a Rafael Castillo. “O índio é a minha vida. Ele esteve presente nos meus melhores e piores momentos. Estarei aqui até vê-lo. Ele é tudo para mim. Quando descobri que estava trabalhando, sou confeiteiro… larguei tudo para vir aqui. Espero me despedir. Lembro-me de todos os entes queridos com quem compartilhei seus recitais.”

A Avenida Mitre está repleta de barracas que vendem produtos e alimentosFabian Marelli

Há barracas improvisadas de merchandising na rua e também diversas churrasqueiras.

As camisetas são vendidas por 20 mil pesos e as mergulhadoras por 40 mil. “Estou olhando a oferta, mas ela caiu”, pode-se ouvir um menino enrolado em uma bandeira dizendo. “É como andar pela rua Avellaneda”, diz ele.

Algumas das coroas chegaram ao Centro Esportivo de Gatika. Um deles, enviado pela Federação Argentina de FutebolFabian Marelli

Há variedade nas barracas de comida: o tsoripan custa 7 mil, e o café “com fatia de bolo” custa 4 mil. Um copo de Fernet com refrigerante custa 12 mil pesos e uma lata de cerveja custa 5 mil pesos. Também há barracas de tortilhas fritas e empanadas na estação Villa Domingo.

Da linha é possível ver a tela que mostra o interior do Centro Desportivo de Gatika, onde se encontra a Capela Ardiente.

Há uma van transformada em quiosque e, como diz um vendedor, “para quem quiser deixar uma oferta ao índio”, as rosas custam 5 mil pesos e as velas 2 mil.

Algumas das barracas na estradaJuan Ignácio Gareca

Daniel (47), de Quilmes, veio acompanhado da esposa, Pamela (13), e da filha Luciana (13). “Fomos a todos os lugares juntos.

Às 9h50, uma hora e dez minutos antes do horário previsto, foram abertas as portas do centro desportivo Gatika.

Operação em Avellaneda

As pessoas entram de forma ordenada, com bandeiras ou o que carregam.

Há cenas emocionantes na capa. Ele grita de dor e joga as pessoas no chão para expressar sua dor. Muita gente chorando.

Banheiros químicos ao redor do Centro Esportivo em GatikaFabian Marelli

Mais perto do centro desportivo existe uma cerca que dá acesso à capela do Ardiente. Atravessando esta cerca, aparecem ambulâncias, trabalhadores da Cruz Vermelha e da SAME.

Um “duplo” de Charly García, de bigode bicolor, vestindo colete da Defesa Civil, tentando comandar a maré humana.

A maré humana que forma a fila marca a espera cantando as canções dos Redonditos de Ricota. Mas também se expressam politicamente: “Bring the Gorilla to Mile” e cantam “O país não está à venda”.

A organização está apresentando ao público em série. Não é um fluxo constante, mas para e há longas esperas.

Dentro da capela incendiada tudo é emoção. Tem fã que bate palma, grita letra, obrigado, cai no choro…

Novidades em desenvolvimento…




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