Ecossistema de baterias acelerado, Indonésia quer se livrar da sombra do BBM

Segunda-feira, 13 de abril de 2026 – 21h WIB

Jacarta, VIVA – A pressão sobre os preços mundiais do petróleo e a incerteza no fornecimento de óleo combustível (BBM) tornaram a Indonésia cada vez mais séria em acelerar a sua transição energética. Um passo atualmente incentivado é o desenvolvimento de um ecossistema de baterias para veículos elétricos à base de níquel.

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Este esforço não é apenas um acompanhamento das tendências globais, mas uma estratégia para reduzir a dependência da energia fóssil, reforçando simultaneamente a independência energética nacional. Por outras palavras, a Indonésia quer não só tornar-se um mercado de veículos elétricos, mas também um ator importante na sua cadeia de abastecimento.

O chefe de relações externas do Fórum da Indústria de Níquel da Indonésia (FINI), Mordekhai Aruan, disse que a necessidade de desenvolver a cadeia de fornecimento de veículos elétricos foi realmente sentida nos últimos anos.

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“Em linha com a meta de emissões líquidas zero em 2060, a construção de uma cadeia de abastecimento para veículos elétricos à base de níquel tornou-se necessária há dois ou três anos”, disse ele num comunicado em Jacarta na segunda-feira, 13 de abril de 2026.

Até agora, a Indonésia é conhecida como exportadora de matérias-primas, incluindo níquel. Mas agora a direcção da política começa a mudar. O níquel não é mais vendido apenas em forma bruta, mas é processado em uma importante matéria-prima para baterias de veículos elétricos.

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Esta etapa é considerada importante porque a bateria é um componente importante de um carro elétrico. Ao controlar as matérias-primas, a Indonésia tem uma grande oportunidade de se aprofundar na indústria global de veículos elétricos.

O governo também fez do downstream uma das suas prioridades. Além de aumentar o valor acrescentado económico, esta estratégia também abre oportunidades de investimento e cria novos empregos.

Na prática, o desenvolvimento deste ecossistema não se detém apenas no processamento do níquel. A indústria está começando a avançar para um estágio mais avançado, como a produção de produtos químicos para baterias até componentes importantes, como cátodos.

Atualmente, a capacidade de produção de materiais como o precipitado de hidróxido misto (MHP) chega a 150 mil toneladas por ano. Além disso, há também a produção de sulfato de NCM de cerca de 30 mil toneladas e precursores de baterias de até 50 mil toneladas por ano. Todos esses materiais são uma parte importante na fabricação de baterias para veículos elétricos.

Com este desenvolvimento, considera-se que a posição da Indonésia na cadeia de abastecimento global está a ficar mais forte. Além disso, a Indonésia possui grandes reservas de níquel e é apoiada por investimentos e pelo desenvolvimento contínuo de tecnologia.

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Apesar disso, os desafios que temos pela frente ainda são bastante grandes. A indústria já não se concentra apenas na construção de fundições ou fábricas de processamento, mas deve criar um ecossistema integrado a montante e a jusante.

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