Os Estados Unidos, o Irão e Israel concordaram com um cessar-fogo de duas semanas no último minuto antes do prazo estabelecido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou lançar uma campanha de bombardeamentos que destruirá a civilização iraniana.
No entanto, as autoridades de defesa dos EUA estavam no escuro até que Trump tomou a decisão decisiva sobre a guerra com Teerão.
“Não tínhamos ideia do que iria acontecer. Foi uma loucura”, disse Axios, citando um oficial de defesa. De acordo com um relatório da Axios, poucas horas antes do anúncio do cessar-fogo, as forças dos EUA no Médio Oriente e os responsáveis do Pentágono preparavam-se para uma grande campanha de bombardeamentos contra a infra-estrutura iraniana. Eles também estavam tentando descobrir o que Trump estava fazendo.
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Depois de o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, ter publicado os termos de um potencial cessar-fogo em X e exigido que ambos os lados o aceitassem, Trump recebeu imediatamente uma enxurrada de chamadas e mensagens de texto.
Ele teria sido pressionado por aliados e curadores poderosos para rejeitar o acordo. Por causa disso, mesmo entre os seus associados mais próximos, que podem ter falado com ele uma ou duas horas antes do armistício, estavam convencidos de que ele não aceitaria os termos do armistício.
Os aliados dos EUA na região, que também supostamente antecipavam ataques dos EUA, preparavam-se para uma retaliação iraniana em grande escala. No Irão, os civis fugiam das suas casas para escapar aos ataques que pensavam que iriam acontecer.
Como funcionava a diplomacia secreta antes do cessar-fogo?
Horas antes do prazo final de Trump, pela primeira vez desde o início do conflito, o líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, instruiu os seus negociadores a tentarem avançar para um acordo. Axios citou um responsável israelita, um responsável regional e uma terceira fonte.
Com base em 11 fontes com conhecimento das negociações, a Axios informou que a contraproposta de 10 pontos do Irão não foi bem recebida pelo embaixador dos EUA no Médio Oriente, Steve Witkoff. Witkoff teria dito aos árbitros que o acordo era “um desastre, um desastre”, segundo uma fonte.
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Depois disso, começaram as negociações “caóticas” de bastidores, com o mediador paquistanês Vitkov e o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, aprovando novos projetos. Além de Islamabad, os ministros dos Negócios Estrangeiros do Egipto e da Turquia também estiveram envolvidos nos esforços para garantir um cessar-fogo. A China também aconselhou Teerão a procurar uma guerra.
Depois disso, os negociadores receberam a aprovação dos EUA para uma proposta atualizada de um cessar-fogo de duas semanas até segunda-feira à noite. A proposta foi então aprovada por Khamenei, com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Araqchi, também desempenhando um papel central nas negociações e pressionando a Guarda Revolucionária a aceitar o acordo, informou Axios.








