Segunda-feira, 6 de abril de 2026 – 14h53 WIB
Jacarta – O vice-presidente geral do partido Golkar, Idrus Marham, criticou a narrativa política tendenciosa que insultou o governo e o estado do presidente indonésio Prabowo Subianto.
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Segundo ele, esta narrativa não deve ser desenvolvida de forma descontrolada porque tem o potencial de minar a estabilidade nacional.
“A Indonésia não deve cair na mesma armadilha. Devemos aprender com a experiência global que a instabilidade muitas vezes começa com narrativas irresponsáveis e contraproducentes”, disse Idrus aos jornalistas na segunda-feira, 6 de Abril de 2026.
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O assunto ganhou destaque público após a declaração do Islah Bahrawi afirmando que a capacidade cognitiva do Presidente Prabowo diminuiu.
Segundo ele, o estado actual da liderança nacional é visto como fonte de vários problemas, incluindo o surgimento de medo e pressão na sociedade. Ele também acreditava que uma mudança na liderança era a solução.
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“Se falamos sobre o conceito, a fonte da ordem política está no líder. Portanto, deve haver uma mudança”, disse ele.
Por outro lado, a situação foi agravada pela declaração de Syaiful Mujani, que se acreditava abordar a questão da destituição do Presidente. Embora Syaiful tenha negado e dito que a sua declaração foi tirada do contexto, o debate público já se espalhou.
Para Idrus, esta questão não é apenas uma diferença de opinião, mas diz respeito à ética da comunicação política na esfera pública. Ele acredita que, como intelectual, qualquer declaração deve levar em conta o impacto social e político mais amplo.
“Num contexto político dinâmico, narrativas como esta podem ser interpretadas de forma selvagem. Esta não é apenas uma questão de certo ou errado, mas do impacto que tem”, disse ele.
Idrus enfatizou então que a democracia indonésia tem um mecanismo constitucional claro no processo de mudança de poder. Ele lembrou que a questão do impeachment presidencial não pode ser baseada em opiniões ou especulações.
“O impeachment é um processo sério. Existem longas fases constitucionais – através do DPR, do Tribunal Constitucional, até ao MPR. Não pode ser conduzido através da opinião pública ou de narrativas provocativas incompletas”, disse Idrus.
Numa explicação mais simples, Idrus salientou que a realidade da comunicação pública hoje mostra que a informação incompleta, cortada ou transmitida de forma provocativa pode formar uma percepção pública tendenciosa, acelerar a polarização e minar a confiança nas instituições democráticas.
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Salientou também que, em muitos países, as crises de confiança pública resultam frequentemente da erosão da credibilidade da elite devido a declarações incorrectas ou que parecem tendenciosas.



