O Departamento de Justiça divulgou na quinta-feira três partes de entrevistas do FBI com uma mulher que afirma que o presidente Donald Trump a agrediu sexualmente quando ela era adolescente. A vítima disse que foi apresentada ao homem de 79 anos por Jeffrey Epstein. Ela afirma que Trump bateu nela depois de mordê-la no pênis quando a forçou a fazer sexo oral. A última divulgação ocorre depois que os democratas acusaram o DOJ de reter material contendo alegações contra o presidente.
Trump já negou qualquer irregularidade. A secretária de imprensa da Casa Branca, Carolyn Leavitt, chamou as alegações de “alegações absolutamente infundadas, com nenhuma evidência confiável, feitas por uma mulher infelizmente perturbada com um extenso histórico criminal”.
“A total falta de fundamento destas alegações também é confirmada pelo facto óbvio de que o Departamento de Justiça de Joe Biden sabia delas há quatro anos e não fez nada a respeito delas porque sabia que o Presidente Trump não tinha feito nada de errado. Como já dissemos inúmeras vezes, o Presidente Trump foi completamente justificado pela divulgação dos ficheiros de Epstein”, disse ele.
O relatório do FBI observa que o documento registra declarações feitas durante a entrevista e não representa conclusões verificadas dos investigadores. Muitas das alegações continuam a ser declarações de testemunhas como parte da investigação mais ampla de Epstein.
O documento, um relatório do FBI FD-302 datado de 7 de agosto de 2019, detalha o testemunho de uma mulher que descreveu abusos repetidos quando era adolescente e os relacionamentos que ela diz terem ocorrido sob Epstein.
Aqui estão as cinco afirmações mais interessantes da entrevista
Um possível confronto com Donald Trump
A testemunha contou aos investigadores que Epstein uma vez a levou, quando ela tinha entre 13 e 15 anos, para Nova Iorque ou Nova Jersey, onde foi apresentada a Donald Trump num grande edifício com “salas enormes”.
De acordo com o relatório, Trump pediu a outras pessoas na sala que saíssem antes que o suposto encontro sexual ocorresse. A testemunha afirmou que ela resistiu e o mordeu antes que outras pessoas entrassem na sala. Ele também afirmou ter dois outros contatos com Trump, mas se recusou a discuti-los mais detalhadamente nesta entrevista.
“Tire essa putinha daqui”, a mulher se lembra de Trump ter dito a certa altura.
Alega-se que Trump e Epstein discutiram chantagem
A mulher afirmou ter ouvido conversas entre Epstein e Trump sobre chantagem. Segundo o depoimento, o traficante sexual condenado falou abertamente sobre chantagear pessoas na sua frente.
Ele também afirmou que Trump falou sobre “lavagem de dinheiro através de cassinos” e afirmou que a operação de chantagem de Epstein era conhecida em seu círculo.
Alegações de ciúmes entre Trump e Epstein
Na entrevista, a testemunha disse que sentiu a tensão entre os dois homens. Ele alegou que Trump às vezes tinha ciúmes de Epstein, embora acreditasse que mais tarde eles funcionaram como iguais no mesmo círculo social.
Ele disse ainda que, segundo depoimento registrado na reportagem, a dupla utilizou termos como “carne fresca”, “imaculada” e “vagabunda” ao se referir às meninas.
Alegações de chantagem com fotos reveladoras
A testemunha afirmou que Epstein tirou fotos Polaroid durante os encontros sexuais e mais tarde usou as imagens reveladoras para chantagear sua mãe.
De acordo com seu relatório, Epstein e um associado identificado como “Jim Atkins” supostamente ameaçaram vazar as fotos, o que, segundo ela, forçou sua mãe a desviar dinheiro de seu negócio imobiliário para comprá-las de volta. A testemunha afirmou que sua mãe mais tarde foi presa por crimes financeiros.
Alegações de rede e abuso de Epstein
A mulher disse aos investigadores que fez sexo com Epstein entre seis e 20 vezes e afirmou que às vezes outros homens ricos estavam presentes.
Ela alegou que Epstein frequentemente fornecia álcool, maconha e cocaína durante esses relacionamentos, e disse que às vezes ele era enviado a festas para atrair mulheres jovens. A testemunha também descreveu abusos físicos cometidos por homens não identificados e afirmou que Epstein documentou os encontros com fotografias.




