Uma cena terna em Lima se repetiu e inevitavelmente lembrou “Punch”, um pequeno macaco conhecido por se agarrar a um bicho de pelúcia depois de ser rejeitado em um zoológico no Japão. Desta vez, o herói é um macaco macaco, de apenas dois meses, pesando 100 gramas, resgatado de Lima Norte e transferido para o Parque Zonal Huascar para cuidados especiais.
O caso não só causou sensação pela vulnerabilidade do animal, mas também trouxe de volta a questão do tráfico ilegal de vida selvagem no país.
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Macaco Peruano “Soco”
Durante o link televisionado, o repórter fez uma comparação direta com o soco lembrado.
“Uma imagem tão terna, tão linda. Ele é o soco de Serparin. Lembre-se, este macaco rejeitado em um zoológico no Japão está agarrado a um bicho de pelúcia dia e noite. Algo semelhante está acontecendo com este macaco, que tem apenas dois meses de idade. Ele precisa ser cuidado e ter uma segunda chance na vida.”
A cena em que o macaquinho busca contato e intimidade evoca essa história pelo mundo.
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Resgate no Norte de Lima e transferência para o Parque Zonal Huascar
Serfor resgatou o macaco frade de uma casa em Lima Norte e depois o entregou ao Serpar, instituição do município de Lima responsável pela sua proteção.
Segundo o relatório, devido à condição jovem e frágil do primata, ele recebe cuidados constantes.
“Olha, ele já está assim há um tempo, me lambendo, colocando a mão em mim, e ele não quer mais, mas é tão fofo. Agora eles vão alimentar ele, vão dar o leite especial dele, que é o cuidado extremo que eles dão com esse tipo de animal que é contrabandeado, vendido ilegalmente”.
A equipe veterinária monitorará o bebê dando-lhe leite especial.
Mais de 120 animais resgatados vivem no Huascar Mini Zoo
O macaco frade agora faz parte de um grupo de mais de 120 animais resgatados que vivem no Mini Zoológico Huascar, em Villa El Salvador.
“Não só Punch, há muitas espécies aqui, mais de 120 animais, entre macacos, tartarugas, raposas e araras, foram resgatados e vão viver neste zoológico, Huascar Mini Zoo, Huascar Mini Zoo no Parque Zonal Huascar em Villa El Salvador”, informou o repórter.
Muitos desses exemplares não conseguem retornar aos seus habitats naturais, por isso estão sob cuidados constantes.
Dia Mundial da Vida Selvagem: Serpar destaca as suas atividades
A gerente geral da Serparin, Claudia Ruiz, destacou que o resgate coincidiu com o Dia Mundial da Vida Selvagem, em 3 de março.
“Sim, muito obrigado, muito obrigado por nos ajudar a divulgar esta notícia, estamos muito felizes porque hoje, 3 de março, comemoramos o Dia Mundial da Vida Selvagem e estamos trabalhando justamente para dar uma segunda chance a esses pequenos animais que traficamos ilegalmente do Lima Park Service no Município de Lima.”
Ele também explicou a importância de não possuir animais selvagens. “Muitas pessoas não percebem que comprar esses animais lhes causa muitos danos, porque eles precisam estar em seu habitat natural para sobreviver”.
Sobre os cuidados que recebem, acrescentou: “Aqui tudo é dado a eles, todo um ecossistema é criado para eles, todo um ecossistema é recriado para que possam viver, porque não podem mais somar, muitos deles não podem voltar ao seu habitat natural, por isso pouco esforço é feito a partir daqui para cuidar e mantê-los”.
O caso do macaco, comparado ao soco, mostra mais uma vez o impacto do tráfico ilegal de vida selvagem e dos esforços de resgate das autoridades de Lima.







