Uma agência governamental afirma que as chuvas podem causar inundações e deslizamentos de terra no estado de Minas Gerais.
Publicado em 27 de fevereiro de 2026
O número de mortos em deslizamentos de terra e inundações no leste do Brasil aumentou para 64, enquanto as autoridades continuam a procurar sobreviventes.
A atualização de sexta-feira ocorre após dias de fortes chuvas no estado de Minas Gerais, com as cidades de Juiz de Fora e Uba particularmente atingidas.
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Mais cinco estão desaparecidos, disse o Corpo de Bombeiros do estado. Mais de 5.500 pessoas foram forçadas a deixar suas casas.
Enquanto isso, a agência meteorológica do Brasil, Inmet, alertou sobre um “grande risco” de condições climáticas mais adversas em partes de Minas Gerais e ao longo da costa atlântica do Brasil nos estados vizinhos do Rio e de São Paulo.
Destacou outros riscos de deslizamentos de terra, transbordamentos de rios e grandes inundações.
No sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitará Minas Gerais para se reunir com lideranças locais, segundo comunicado do palácio presidencial.
Lula “sobrevoará áreas afetadas por fortes chuvas” e se reunirá com os prefeitos de Juiz de Fora, Uba e Matias Barbosa, disse o comunicado.
O governo federal autorizou a liberação de aproximadamente 3,4 milhões de reais (660 mil dólares) para esforços de reconstrução e ajuda humanitária.
A reunião de Lula com os prefeitos acontecerá na prefeitura de Juiz de Fora, onde um quarto da população – cerca de 540 mil pessoas – vive em áreas identificadas como de risco de desastres naturais relacionados à terra e à água, de acordo com um relatório de 2023 da agência governamental brasileira Semaden.
Um vídeo feito na noite de quinta-feira mostrou água marrom fluindo pelo ponto turístico de Paraty, no sudeste do Brasil. As autoridades disseram aos moradores para ficarem longe de áreas inundadas e encostas e evitarem se abrigar sob árvores devido ao risco de queda de raios.

Os cientistas dizem que cada vez mais eventos climáticos extremos se devem às alterações climáticas causadas pelo homem.
Na sexta-feira, o Greenpeace Brasil postou no Instagram um apelo à ação para preparar melhor as cidades para a devastação do clima extremo.
“Evitar tragédias como as que ocorrem atualmente em cidades de Minas Gerais e de outros estados precisa ser uma prioridade”, disse a organização sem fins lucrativos. “Os desastres também são o resultado de escolhas políticas”.
As mortes em Minas Gerais ocorrem quase dois anos depois que as enchentes no estado do Rio Grande do Sul, no sul do Brasil, devastaram a região, matando pelo menos 185 pessoas.





