Querida SENHORITA MANEIRAS: Tenho sorte de ter um amigo querido desde o jardim de infância.
Estávamos perto de todas as escolas e quando eu me mudava algumas horas da faculdade e do trabalho, eu a via quando voltava para casa para visitar minha família. Mantivemos contato e nos víamos pelo menos algumas vezes por ano. Fui dama de honra em seu casamento e passamos ótimos momentos juntos ao longo de mais de 30 anos.
Quando voltei para casa, começamos a nos reunir com mais frequência e, nesse período, me aproximei do grupo de amigos dela.
Senhorita Manners, essas reuniões foram difíceis para mim, como introvertido. O grupo foi ficando cada vez maior, a ponto de não me sentir confortável em entrar. Meu amigo ficava envolvido com os outros e nem sempre eu me sentia aceito ou bem-vindo.
A maioria desses amigos tem coisas em comum e sua renda também é muito maior que a minha. Os jantares de grupo me custaram uma boa parte do meu orçamento mensal, mas esses amigos parecem comer fora em bons restaurantes várias vezes por semana (o que eu sei por causa das redes sociais).
O último evento que participei foi fazer parte da “torcida” da primeira maratona do meu amigo, que foi em uma cidade do interior do país. A viagem foi cansativa, cara e um pouco estranha para mim.
Não consegui acompanhar depois disso. Não tive energia nem vontade de comparecer a nada, nem de repetir convites. Meu parceiro também é muito introvertido e preferimos não hospedar.
Já se passou quase um ano desde que vi meu amigo.
Parece que realmente deixei cair a bola, mas não tenho certeza de como reconstruir nossa conexão de uma forma que pareça sustentável para mim. Acho que lhe dei um pedido de desculpas ou uma explicação, mas estou envergonhado com o tempo que levo para entrar em contato e fazer planos juntos.
Como posso navegar nesta amizade de uma forma que honre a nossa história e ligação partilhadas?
LEITOR NOTURNO: Lobos e estudantes universitários socializam em matilhas, mas adultos humanos podem ter círculos de amigos não sobrepostos.
Miss Manners sugere que você ligue para ela e sugira um evento que não envolva outras pessoas, viagens transcontinentais ou desculpas. Se vocês acharem que ainda gostam da companhia um do outro, podem se preocupar com o próximo evento.
Querida SENHORITA MANEIRAS: Tenho doença celíaca há mais de uma década e ainda me magoa quando as pessoas trazem biscoitos ou bolos com glúten para reuniões de grupo, e nada para mim.
Quando trago itens sem glúten, todos podem participar. Se alguém for vegano, farei questão de fazer guloseimas sem manteiga.
Estamos falando de pequenos grupos de quatro ou cinco pessoas, inclusive eu. Seria errado enganar as pessoas para que não me dessem nada?
LEITOR NOTURNO: Sim.
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