BRIN destaca a fraqueza do conceito de calendário islâmico global único na determinação do início do Ramadã

Terça-feira, 17 de fevereiro de 2026 – 16h49 WIB

Jacarta – O pesquisador de astronomia da Agência Nacional de Pesquisa e Inovação (BRIN), Rorom Priyatikanto, destacou vários pontos fracos do conceito do Calendário Hijri Global Único (KHGT) para iniciar o Ramadã na Indonésia. Um dos principais problemas é a determinação de fronteiras globais que se considera não representarem totalmente as condições astronómicas e geográficas das diferentes regiões do mundo.

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De acordo com Rorom, o conceito de calendário islâmico global estabelece a mesma data islâmica para todo o mundo com base na visibilidade da lua nova em uma área de referência. Contudo, este método ainda causa problemas quando aplicado em regiões com diferentes condições de monitoramento, como a Indonésia.

“Em primeiro lugar, o ponto fraco do calendário islâmico global único é a determinação de linhas de referência que ainda precisam de ser revistas”, disse o investigador astronómico do BRIN, Rorom Priyatikanto, citado pela TVOne.

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Ele deu o exemplo do início do Ramadã este ano, quando se pensava ser possível ver a lua crescente em certas regiões do mundo, como o Alasca. No esquema do calendário global, estas condições significam que o mundo inteiro poderia, teoricamente, entrar no início do novo mês islâmico. Na verdade, na Indonésia, a posição e a visibilidade da lua nova ainda são consideradas distantes dos critérios para o início do Ramadã.

Pesquisador de astronomia da Agência Nacional de Pesquisa e Inovação (BRIN), Rorom Priyatikanto

Pesquisador de astronomia da Agência Nacional de Pesquisa e Inovação (BRIN), Rorom Priyatikanto

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“Um exemplo deste caso é o Ramadão deste ano, onde se aconteceu no Alasca, sim, tudo é possível, mas, em muitas partes da Indonésia, a situação ainda está longe do início do Ramadão, por isso surgem dúvidas”, disse ele.

Rorom avalia que a seleção das linhas de fronteira e áreas de referência ou matla (área de referência para a visibilidade da lua nova) no calendário global ainda precisa ser revista para melhor acomodar as condições dos muçulmanos em diferentes partes do mundo.

“Devem ser consideradas fronteiras claras e a escolha de matlaks que acomodem o maior número possível de muçulmanos”, disse ele.

Na própria Indonésia, sabe-se que o conceito de um calendário islâmico global único é usado pela organização islâmica Muhammadiyah através do sistema de cálculo global. Entretanto, o governo, através do Ministério da Religião, utiliza o padrão MABIMS Rukat Imkanu que combina cálculos astronómicos e observações hilais regionais no Sudeste Asiático.

Além da questão das fronteiras globais, Rorom também acredita que o desenvolvimento dos padrões do calendário islâmico, incluindo Imkanur Ruqiyat, ainda requer o fortalecimento dos bancos de dados locais de avistamento da lua nova. As condições atmosféricas na Indonésia, que são mais úmidas, nubladas e nebulosas, tornam naturalmente a visibilidade da lua nova perto do horizonte mais difícil do que nas regiões desérticas ou subtropicais.

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“Sabemos que a Indonésia é mais úmida (alta umidade), tem mais nuvens e é naturalmente nublada. Portanto, a possibilidade de ver a lua nova muito perto do horizonte será mais difícil do que observá-la em áreas secas como desertos ou regiões subtropicais”, explicou.

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