O governo do Irão anunciou na sexta-feira a criação de uma comissão de inquérito para investigar os protestos contra os elevados padrões de vida que se transformaram em protestos antigovernamentais que deixaram milhares de mortos.
Um porta-voz do governo iraniano disse à agência de notícias local ISNA: “Um comitê de apuração de fatos foi formado com representantes de instituições relevantes e está em processo de coleta de documentos e audição de declarações”.
O porta-voz não especificou se a comissão se concentraria apenas nas exigências económicas que levaram aos protestos, ou se também investigaria as mortes de pessoas durante os protestos.
“O relatório final será divulgado após a conclusão do processo para informação pública e futuras ações legais”, disse ele.
Na quinta-feira, o site do governo publicou comentários do presidente Masoud Pezeshian, que disse: “Nomeamos equipes para investigar as causas (dos distúrbios) sem fornecer mais detalhes”.
Os protestos, que começaram no final de dezembro e duraram até 8 de janeiro, deixaram mais de 3 mil mortos, segundo a contagem oficial.
As autoridades iranianas afirmam que a maioria das vítimas eram forças de segurança ou pessoas mortas por “terroristas” que trabalhavam para Israel e a América.
No entanto, grupos de direitos humanos baseados fora do Irão acusam as forças de segurança de terem como alvo os manifestantes.
Os Ativistas de Direitos Humanos na América (HRANA) relatam que pelo menos 7.005 pessoas foram mortas durante os protestos.
De acordo com um relatório publicado no site do governo, Pezeshkyan disse: “Estamos envergonhados que tais acontecimentos infelizes tenham ocorrido”.




