‘Escrita densa’: como 15 volumes de memorandos em um USB revelaram um caso de estupro na França

Investigadores franceses dizem que um caso de estupro de décadas envolvendo 89 supostas vítimas veio à tona depois que um parente entregou um pen drive contendo os escritos detalhados do suspeito.

O caso se estende por mais de 55 anos e envolve incidentes em diversos países. (Imagem cortesia/AFP)

O arguido, identificado como Jacques Laveugle, de 79 anos, é acusado de violar e abusar sexualmente de menores há mais de 55 anos, num caso que chocou França.

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O caminho digital que levou à investigação

Os promotores disseram que a investigação dependia de um “memorando” digital descoberto em uma unidade USB que, segundo as autoridades, continha 15 volumes de escritos densos feitos pelo suspeito, informou a AP.

Os escritos permitiram aos investigadores identificar 89 supostas vítimas, meninos com idades entre 13 e 17 anos, ocorridas entre 1967 e 2022.

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O promotor de Grenoble, Etienne Manto, disse que os documentos muitas vezes listam vítimas com identidades ou pseudônimos incompletos, tornando difícil rastreá-las sem um apelo público.

Nomeação pública para encontrar vítimas

Numa medida incomum sob a lei francesa, os promotores divulgaram publicamente o nome de Laveugle para encorajar outras vítimas a se manifestarem.

O nome deveria ser conhecido, pois o objetivo é capacitar vítimas em potencial, disse Manto em uma coletiva de imprensa, informou HT anteriormente.

Desde então, as autoridades criaram uma linha direta e divulgaram fotos do suspeito de várias décadas, instando qualquer pessoa com informações a entrar em contato com os investigadores.

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Crimes entre países

Os promotores disseram que os memorandos descreviam abusos sexuais em vários países, incluindo França, Alemanha, Suíça, Marrocos, Argélia, Níger, Filipinas, Índia e no território francês da Nova Caledônia.

Laveugle exerceu diversas funções, como professor escolar, professor particular e guia de espeleologia, o que lhe deu acesso a menores na França e no exterior.

Manto também confirmou que o suspeito matou a mãe com doença terminal e depois sufocou a tia de 92 anos e iniciou uma investigação paralela.

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