O “desaparecimento” de Jeffrey Epstein cria uma vibração de “falsa morte”; ‘Algo não está certo’

As especulações online sobre Jeffrey Epstein continuam depois que arquivos e fotos recém-divulgados pelo Departamento de Justiça revelam alegações de que o criminoso sexual condenado pode ter falsificado sua morte.

Nenhuma evidência corroborada dos arquivos do DOJ apoia as alegações de que Epstein está vivo. (X/ @sailing_warrior)

A última rodada de teorias da conspiração se concentrou em uma suposta tatuagem no braço esquerdo de Epstein. Usuários de mídia social no X compartilharam imagens que dizem mostrar Epstein com uma tatuagem em volta do bíceps, comparando-as com fotos oficiais tiradas após sua morte em agosto de 2019, nas quais nenhuma praga é visível.

Um usuário escreveu: “Há uma foto de Epstein com uma tatuagem e depois uma foto dele no sofá com o mesmo braço exposto e sem a tatuagem”. “Algo não está certo”, disse outro.

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Pré-visualização do depósito

Além das alegações de tatuagem, há um trecho de um depoimento do Departamento de Justiça de 2017 envolvendo Epstein. Um trecho do PDF mostra uma pergunta referente a uma “tatuagem de arame farpado em seu braço esquerdo”, à qual Epstein responde: “Sim”.

Porém, a página completa do depoimento não está disponível e o trecho não traz detalhes sobre o tipo de tatuagem ou se ela ainda existe em anos posteriores.

As verificações de fatos contestam a narrativa da “falsa morte”

O chatbot Grok da AI abordou essas afirmações, afirmando que as fotos oficiais da autópsia de 2019, certificadas pelo médico legista de Nova York, não mostram tatuagens no corpo de Epstein.

Grok acrescentou que as imagens que circulam online mostram a inconsistência das tatuagens de arame, citando análises citadas pela Reuters e FactCheck.org.

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Nenhuma evidência corroborada dos arquivos do DOJ apoia as alegações de que Epstein está vivo ou de que o corpo recuperado em 2019 não era dele.

A especulação segue a divulgação de documentos adicionais relacionados a Epstein pelo Departamento de Justiça dos EUA.

Epstein foi encontrado morto em sua prisão em Manhattan em 10 de agosto de 2019. As autoridades consideraram sua morte um suicídio por enforcamento, uma conclusão que foi repetidamente confirmada.

Quanto à confusão sobre a tatuagem, ela estava no braço, conforme fotos divulgadas nos autos. Thomas Massey, um legislador republicano que tem sido um dos maiores defensores da divulgação dos arquivos de Epstein, comentou sobre isso.

“Mais fotos em arquivo”, escreveu ele, compartilhando imagens mostrando Epstein com uma tatuagem.

É possível que Epstein carregasse uma tatuagem, à qual Massey também alude. Das parcelas dos arquivos, o documento lista uma consulta para Epstein remover a tatuagem.

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