Quem controlará os trilhos das finanças simbólicas? Na luta para projetar a próxima infraestrutura de Wall Street

Uma lição importante

  • O financiamento simbólico não é mais um experimento técnico, mas uma mudança de infraestrutura em estágio inicial.

  • As instituições que se envolvem antecipadamente ganham influência sobre os padrões futuros de custódia, conformidade e interoperabilidade.

  • Os vencedores a longo prazo serão plataformas que combinem confiança regulatória, conectividade entre cadeias e uma experiência de usuário perfeita.

A tokenização não é mais uma questão de saber se. É uma questão de quem.

Em Wall Street, nas criptomoedas e nas finanças globais, cada vez mais ativos tradicionais – desde títulos do Tesouro dos EUA e crédito privado a ações e fundos – estão a ser emitidos como tokens baseados em blockchain.

Esses tokens podem ser liquidados instantaneamente, circular pelo mundo e implementar regras de propriedade, conformidade e pagamentos diretamente no código.

A tecnologia funciona em grande medida. A peça que falta é a adoção.

Esta tensão, entre sistemas legados comprovados e infraestruturas emergentes, esteve no centro de um painel recente sobre financiamento simbólico no Digital Assets Forum, em Londres.

E tudo se resumia a uma questão não resolvida: quem será o dono dos trilhos do dinheiro simbólico quando ele se tornar popular?

A tokenização refere-se à representação de ativos financeiros no mundo real como tokens na cadeia, em vez de entradas em bases de dados sólidas mantidas por custodiantes, câmaras de compensação e agentes de liquidação.

Em teoria, isto substitui processos lentos e fragmentados por uma infraestrutura partilhada que opera de forma contínua e global.

Na prática, a maior parte do sistema financeiro actual ainda funciona sobre carris construídos há décadas.

Esses trilhos, câmaras de compensação como o DTCC, sistemas de mensagens como o SWIFT e camadas de custodiantes e intermediários, processam trilhões de dólares todos os dias.

Eles são confiáveis, regulamentados e profundamente enraizados. Em comparação, os sistemas de tokens podem parecer confusos.

A liquidez é dividida em todo o blockchain. Os padrões ainda estão evoluindo. A administração ainda não está clara.

Do lado de fora, é fácil descartar o token como inacabado. Mas a história sugere que é exactamente assim que começa a infra-estrutura disruptiva.

Este é um exemplo clássico do dilema do inovador: os sistemas estabelecidos atrasam o envolvimento com novas tecnologias porque inicialmente parecem piores do que aquilo que já funciona – mesmo quando apontam para um resultado superior a longo prazo.

O financiamento simbólico está atualmente neste estágio inicial desconfortável.

Ed Pelten, cofundador e cientista-chefe do Offchain Labs, definiu a questão como uma questão de opcionalidade e impacto, e não de desempenho de curto prazo.

Ele argumentou que a participação precoce não significa apostar tudo em uma rede ou modelo. Trata-se de garantir um lugar à mesa caso os token rails eventualmente se tornem populares.

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